A Você Que Está Diante da Perda

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Recentemente eu tive a experiência de perder uma pessoa na minha família, e isso me motivou a criar este texto. A hora da passagem não é fácil para ninguém. Mesmo que exista esclarecimento espiritual, parece que algo em nós, nosso próprio talvez “sente” e “ressente” a ausência.

Minha esperança é que essas palavras possam levar algum tipo de consolo para quem precisa ir e para quem fica.

A maioria de nós sabe que o luto tem fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Invariavelmente transitamos mais ou menos rapidamente por elas.

Mas para ampliar o nosso conhecimento eu pedi a uma das minhas guias, a Irmã Maria Clara, que pudesse ajudar a falar sobre alguns temas. Ela sempre se apresenta como uma freira e trabalha muito com saúde no astral.

Em itálico estão as palavras dela.

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A hora da passagem

A morte não dói. Poucos espíritos lembram o momento exato do desencarne. Na maioria das vezes a alma já abandona o corpo antes da parada das funções vitais. É a saída da alma que faz o corpo morrer. Quando morre por acidente, o desligamento é abrupto. O espírito pouco se dá conta que não está mais na carne. Ela é substituída pelo corpo astral, a cópia, ou melhor dizendo, a origem do corpo físico.

A sensação de morrer é como perder os sentidos, estar inebriado. A morte natural é a morte pelo sono. As demais ocorrem trazendo visões que têm a ver com a fé da pessoa que parte. É uma forma de trazer conforto. Nunca estamos sós ao chegar nesse mundo e nunca estamos sós ao partir dele. Entes queridos, amigos, de todos os tempos, nos acompanham.

Quanto mais o espírito se desliga do corpo físico, mais ele vive já no astral. Por isso vêm para alguns o que parecem alucinações. Nesse momento o corpo físico está mais “vazio”, ele apenas ecoa o que a Alma já vive no astral. Indo embora lentamente.

A dor da perda é inevitável. Ela é construída nos vossos sentidos, no vosso físico, para que possam aprender as lições que a vida na Terra precisa exercer. Ela é ilusória, nada se perde, morre, ou se vai. A dimensão dos espíritos está sobreposta à dimensão física, é apenas uma outra “face” desta, maior, mais completa, e mais real. É a nossa verdadeira casa, pra onde todos no fundo ansiamos retornar, porque nela sentimos a extensão do amor de Deus que é a essência de toda a natureza e Criação.

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Moradas no astral

Já está dito: céu e inferno não existem, não da forma como os entendeis. Mas há faixas de existência que se comparam às glórias do céu, e aos tormentos do inferno. No entanto não são eternos no sentido de que são lugares de passagem, ninguém está condenado ou aprisionado nem a um nem a outro.

Quanto mais o espírito evolui mais alto ele acessa, sua consciência vibra e cria afinidade para as estâncias superiores. As mais próximas da Terra lembram cidades, e imitam até mesmo o jeito de viver nelas. As mais distantes da Terra poderiam parecer uma obra de ficção, delas provêm todos os avanços que chegam devagar à intuição dos inventores terrestres. Há aquelas que sequer podem ser descritas, pois os sentidos físicos limitados falham em alcançar, são verdadeiros portos abertos ao Cosmos e a toda a fraternidade de espíritos que habitam em toda a parte.

Mas se o espírito que se vai da Terra escolhe não receber a luz no seu coração, ele se aproxima das Trevas. Lá, algozes que o podem esperar de outros tempos estão esperando. Há amigos e inimigos nas regiões de Trevas. Como as de luz, as mais próximas do planeta têm muito a ver com ele, em alguns pontos se misturam aos locais físicos de baixa vibração criando verdadeiros portais. Noutros, há sua própria lei por assim dizer. E quanto mais profunda, mais se confundem com o passado e com os mundos em que se vive na completa ignorância de ser. São estágios em que a consciência ainda não nasceu na luz, por assim dizer.

O espírito pode transitar por todo lado, conforme sua capacidade de alcançar. Um mau espírito não pode jamais invadir um bom lugar porque lhe falta a bondade. O espírito evoluído, contudo, que já viveu todas as experiências, facilmente adentra o mal e até mesmo o plano físico se lhe for necessário.

Há locais medianos que misturam muito as criações mentais dos encarnados à matéria astral. Nessa faixa muitos de vós conseguem visitá-la nos sonhos.

E há espíritos que não raro transitam entre realidades e visitam outras versões da Terra, conforme se preparam para um retorno. São as múltiplas realidades, as diferentes linhas do tempo, que a alguns se abrem, também conforme suas capacidades.

Nada existe no Universo que esteja vazio.

Todos os que chegam ao Astral são acolhidos e têm a todo o tempo a chance de viverem no bem, na luz, na paz. A bondade se estende, já está disponível a todos os que querem o bem. Por isso a importância de viver bem e ter o coração leve.

*

A saudade

A saudade é necessária no vosso mundo e no vosso tempo. Por vezes é a única forma de fazer amolecer os mais duros corações. Sem ela muitos de vós não repensariam suas atitudes em relação a vossos irmãos. É através dela que vem o melhor do ser, e infelizmente através da morte se tem uma das únicas maneiras de rever totalmente as escolhas que se fez em vida. Não há nada na Terra que não seja necessário segundo vosso adiantamento.

Como falei, não existe realmente a separação. Os espíritos vêm ao mundo e o visitam o tempo todo. Mesmo de longe são capazes de ver e saber como estão os seus. E se estão adiantados o suficiente podem surpreendê-los com sua vista, ou qualquer outra manifestação que ateste sua sobrevida e sua existência no astral. Para quem está atento os sinais chegam, as mensagens surgem, e a saudade diminui. Quem sabe da existência no Além entende que não há adeus, apenas um “até logo”.

 

*

O reencontro

Ah, quanta alegria! Quando os que aqui chegam têm a chance de verem novamente os seus entes queridos que já partiram anteriormente. Ao saberem que podem tocá-los, senti-los, ouvi-los novamente. Entendem então que nada está perdido.

Há na Terra evolução nesse sentido. Crianças que já nascem recordando quem são, de onde vieram. Ainda que esqueçam com o tempo. Esse fenômeno se dará cada vez mais. Muitos de suas crianças são e serão o retorno dos amados entes que se preparam e retornam para dar continuidade à grande família que nunca acaba.

O tempo é uma ilusão que só se desfaz através do presente. A vida é o eterno presente. Nada antes, nada depois, nada além. Por isso a ilusão da espera é só ilusão.

Conforme o homem evolui até mesmo nisso o sofrimento da separação será superado. As manifestações se tornarão mais frequentes, os reencontros “presentes”, e as palavras ouvidas do mundo que espera depois e que já existe desde antes.

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O futuro da morte

Um dia em vosso futuro a morte deixará de existir. O plano físico se aproximará mais e mais do astral até que a Terra cesse de ser um planeta em que ocorra a encarnação. Já não mais existirá a carne como a entendem. No fim dos tempos da morte, o corpo físico passará a durar o que vocês chamariam no seu tempo de “uma eternidade”.  E conforme morrer perde o sentido, a alegria se torna perene.

No futuro os homens da Terra não precisarão mais da morte ou da saudade para lhes ensinarem lições que já estarão superadas. Eles entenderão sabiamente o valor de todas as coisas, e de todos os tempos. Por si só evoluirão por meio de outros meios, e este abismo terá sido finalmente superado.

*

Com estas palavras desta querida guia deixo a todos o meu carinho. Que possamos nos preparar para nossa partida, falar sobre isso sem medo, preparar as pessoas que gostamos para nossa passagem, e estarmos mais preparados para viver as passagens que virão em nosso caminho.

Paz e Luz sempre!

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