Descobrindo Jesus

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Jesus por Ray Downing inspirado nas marcas do Sudário de Turin

Nessa Páscoa, decidi fazer algo diferente. Resolvi usar minha visão espiritual para tentar ver e esclarecer algumas dúvidas e curiosidades sobre a vida de Jesus. Com a colaboração de sugestões na minha página do Facebook elaborei essa série de perguntas. A partir de agora darei o melhor de mim para encontrar as respostas e compartilhar com vocês. Espero que gostem!

 

1- Jesus realmente existiu?

Quando concentro nesta pergunta eu vejo uma rua antiga e bem movimentada. Vejo algumas pessoas comentando trivialmente sobre “um homem” que tem chamado atenção, elas parecem um pouco desconfiadas pois não o conhecem. Depois vejo pessoas rindo e correndo apressadas com animação pois ouviram que essa pessoa estava na cidade. E por fim vejo guardas com armaduras, e uma expressão bem séria como se monitorando e querendo não ter problemas com nada disso. Passando entre as pessoas eu me vejo num canto da cidade e uma luz branca emana dali, vejo um grupo não tão numeroso espalhado ao redor, as pessoas estão simplesmente encantadas. Essa luz me transmite algo tão puro e bom que tenho vontade de chorar. Então sim, Jesus existiu.

 

2- A história de Jesus é exatamente como consta nas escrituras sagradas?

Ao concentrar nisso vejo um set  de filmagem, e capto que algumas coisas foram modificadas para tornar a história atraente. Vejo homens velhos escrevendo e discutindo entre si. A sensação que tenho é que os Apóstolos não estavam livres nem de rixas internas, nem de algumas atitudes humanas menos louváveis. A impressão que tenho é que cada um contou a história que melhor serviu sua visão, e mais tarde as traduções e reescrituras foram também modificando algumas coisas de acordo com interesses. Portanto, me parece que nem tudo foi escrito e nem tudo que foi escrito é exatamente o que houve. Ouço a frase “cada um tem sua verdade”. Como vejo uma energia escura cercando a minha visão eu entendo que as distorções não serviram ao bem maior, isto é, não foram com uma intenção totalmente positiva.

 

3- Como era a aparência física de Jesus adulto?

Quando concentro nessa pergunta eu enxergo duas fases.

Num primeiro momento, mais jovem, vejo Jesus de cabelo e barba curtos. São escuras e a pele é muito bronzeada. Não me parece nem uma pessoa completamente branca e nem negra. Ele tem uma aparência que parece semelhante ao povo árabe, mas não totalmente. Eu vejo que alguns fios de cabelo são queimados pelo excesso de sol, parecendo um tom mais claro, mas a maioria me parecem pretos. Os olhos dele surgem para mim num tom de castanho como a cor das avelãs. Na casa dos vinte anos o vejo radiante e muito carismático, sorri muito, é enérgico, parece alguém que é querido por todos e muito bem humorado. Ele parece ter uma altura entre 1,80-1,90m.

Num segundo momento vejo ele mais velho peregrinando. Ele tem os cabelos e a barba mais compridos. Engraçado que para mim ele parece agora cansado e fisicamente debilitado. A pele dele parece mais clara, como se estivesse pálida, semelhante a alguém que tem uma anemia profunda. Vem a mim uma questão envolvendo o sangue, como um problema físico que ele estivesse enfrentando. Vejo ele mais sério mas mais espiritualizado e a energia que irradia dele, que eu posso sentir mesmo sendo uma visão, é muito tocante.

Enxergo ele parando de caminhar para receber o abraço de uma mulher mais velha, e sinto que ele foi alguém que realmente despertava o melhor afeto possível de grande parte das pessoas. Esse amor e a forma como ganhou reconhecimento por isso, me parece ter gerado muita inveja por aqueles que detinham a autoridade e o poder.

Tenho uma pequena visão de Jesus à noite com o queixo escorado na mão, o olhar perdido nas estrelas. E sinto que uma das coisas que gostava de fazer era olhar o céu da noite enquanto todos dormiam.

 

4- Jesus foi realmente um espírito iluminado ou uma pessoa comum como nós? 

Pelo que capto, ambos. Vejo de novo as duas versões de Jesus. A primeira, levando uma vida bastante semelhante a de todos na época, me parece que ele trabalhava com marcenaria e era muito bom nisso. A segunda, como alguém diferente. A sensação que tenho é que ao ser batizado pelo seu primo João, algo mudou em Jesus… Ele tomou conhecimento de alguma coisa e ele sabia o sofrimento que teria pela frente. Vejo essa versão dele com um ferimento e este sangrando muito, o que me transmite que ele “sangrava” e sentia dor como nós. Isto é, toda a experiência humana tal qual como ela é, ele a viveu. Porém, sendo um espírito muito especial.

 

5- Jesus via a si mesmo como alguém especial?

Quando me concentro nessa pergunta eu vejo Jesus menino. Criança, o cabelo dele parece um pouco mais claro e a pele também, porém aqui como de alguém que não toma sol o suficiente. Ele está dentro de um templo, e a mãe dele está contando a ele sobre como o nascimento dele foi anunciado e como ele era importante. Ela parece ter feito isso muitas vezes, e a energia que vem dela é pura e boa… Maria realmente sabia quem Jesus ia ser, e não só isso, as pessoas nesse templo também sabiam que ele podia ser a pessoa que “esperavam”. Porém, isso parece ser um grupo seleto, não todos.

O menino Jesus parece que gostava de ouvir isso, mas não dava tanta bola. Porém mais tarde, vejo que Jesus sofreu por perceber que era diferente dos outros. Isso me emociona. Vejo ele levando sua vida tentando ser como as outras pessoas, mas sempre se deparando com o fato que não era.

A parte da vida de Jesus após os seus 30 anos, o vejo ciente que ele veio cumprir uma missão. É quase como se às vezes ele fosse um personagem, sendo levado pelos acontecimentos, mais do que pela sua própria vontade. Me parece que ele convivia com a sensação de que corria perigo constante. Porém, a visão que ele tinha é de que ele não era melhor do que ninguém, e que ninguém era pior do que ele.

Ele se sentia de igual para igual. Apenas como alguém que já tinha conhecimento de certas verdades espirituais que ele não via dentro das outras pessoas, e o esforço dele era despertar nas pessoas o que estava desperto nele.

 

6- Maria engravidou de Jesus estando virgem? Quais foram as circunstâncias da sua concepção?

Quando concentro nisso, primeiro vejo o espírito de Maria antes do seus nascimento. Ela tinha muita luz, e o próprio nascimento dela parece ter sido um “milagre”. Me parece que ela também ouviu muito isso dos seus pais, e tinha uma inclinação natural ao espiritual. Eu sinto que Maria foi uma menina muito culta e que isso era a exceção da exceção no seu meio. Me parece que houve uma linhagem de pessoas na família que tinham dons espirituais sendo passados adiante. Ela herdou isso, e eu sinto que ela tinha um coração muito, muito bom, de grande pureza.

Vejo esse mesmo templo pequeno onde a vi com Jesus. Acredito que se tratava de uma pequena comunidade. Ali havia José, interessante que ele me pareceu bem mais velho que Maria, e muito bem-relacionado com as pessoas dali. E como era alguém importante e aparentemente com posses, ele acabou sendo o escolhido para ser o marido dela.

Tenho a visão de Maria à noite recebendo a visita de uma luz, muito forte. Como uma esfera luminosa. E essa presença fala a ela que ela terá um filho, e explica quem ele será. Essa mesma luz parece voltar no momento da concepção.

Eu vejo Maria deitada e levemente adormecida, num estado de sonolência induzido por essa luz espiritual. Vejo José se deitando sobre ela. Ela parece até o momento ter sido Virgem, e sinto que ela tinha muito medo do ato e que não era algo que ela pensava ou  desejava antes (relação sexual). É como se essa luz tivesse guiado o encarne de Jesus para que a gravidez acontecesse e a nível celular fossem ativados os melhores genes para sua manifestação física. Me parece que devido a uma “peculiaridade anatômica” (não-rompimento do hímen) Maria após esse ato permaneceu considerada “virgem” (fisicamente).

Mais à frente no tempo vejo Maria já grávida e de cabeça baixa, sempre muito obediente ao marido, mas no coração a sensação que tenho é que ela desejava ter sido uma mulher livre como os homens de sua época eram. Sinto também que ela teve mais filhos de José e que Jesus era o mais parecido fisicamente com ela, os outros (seus irmãos) com o pai. Sinto que às vezes havia um pouco de estranhamento entre os dois, pois eram homens com concepções muito diferentes da vida. José não parecia má pessoa, porém parecia alguém que exigia se fazer respeitar e que certas coisas fossem do seu comando, isso mudando apenas na sua velhice.

 

7- Como foi a vida familiar de Jesus e seus pais?

Vejo um outro lado de José. Ele com Jesus bem pequeno no colo, apontando para ovelhas, e os dois rindo e se divertindo. Também vejo que Jesus quando criança era cercado de fenômenos, e que Maria ficava com receio que alguém percebesse e o roubasse ou levasse embora, e por isso estava sempre tentando ficar de olho nele. Vejo ela com um véu, cantando para Jesus e o ensinando a contar nos dedinhos das mãos, ele já maiorzinho. Vejo Jesus adolescente e irmãos menores na casa, me parecia que ele era o melhor irmão mais velho que alguém poderia ter, muito zeloso e bom. Vejo José quando mais velho e Jesus adulto com a mão no ombro dele, é como se Jesus “o entendesse” nas suas limitações e preocupações. Me parece que a preocupação maior de José era que a vida material de todos estivesse assegurada e que as coisas se tornaram difíceis com o tempo (me parece uma situação política que refletiu negativamente na vida material do povo).

 

8- Onde Jesus esteve e o que fez entre seus 12 e 30 anos?

A primeira imagem que tenho é de Jesus pré-adolescente viajando. Ele está com um homem que não é seu pai, e chegam a um lugar muito arenoso e vejo muitas pedras, como cavernas ou algo afim. Um homem de vestes pobres pega Jesus pela mão e mostra o lugar a ele. Todos parecem animados, emocionados e interessados nele, como se soubessem que ele é diferente. Todos querem um momento com o menino Jesus, e adoram ele. Depois vejo um Jesus maior maravilhado com a visão de pirâmides, viajando. Vejo Jesus cruzando o mar em uma embarcação, conhecendo terras que parecem ao redor do mediterrâneo, encantado pela natureza abundante. E por fim Jesus maior fazendo negócios no que parece uma região iraniana. É engraçado mas me parece que Jesus atraía ótimos negócios e fazia amizade fácil. Enxergo ele fascinado pela beleza de uma mulher coberta de joias nesta região.

 

9- Jesus foi casado ou teve um envolvimento romântico com alguém?

Quando concentro na vida afetiva de Jesus, vejo ele ainda criança e um pouco apaixonado. Me parece que ele era um tipo protetor, e que se sentia atraído por pessoas meigas, delicadas, frágeis. E também me parece que embora ele se sentisse mais atraído por mulheres, que não era o sexo em si e sim “a pessoa”.

Dito isso, vejo Jesus já bem mais adulto casando com uma mulher. Não vejo essa mulher como Maria Madalena, me parece um casamento por “costume”, e uma pessoa de quem ele gostava e tinha uma aparência estrangeira (algo muito semelhante às pessoas nativas da região da França e Itália). Vejo uma cerimônia bem simples que me pareceu judaica num lugar alto, com familiares, todos parecendo satisfeitos. No entanto, eu percebo isso mais como um arranjo ou uma união de aparências com alguém querido. Essa moça parece ter seguido Jesus na sua vida pública.

Sinto que Jesus tinha uma ligação afetiva extremamente forte com o Apóstolo João. Vejo João como um rapaz triste e atormentado emocionalmente, alguém que tinha uma mediunidade forte e com isso visão clara do futuro. Do mesmo modo, João via Jesus como ele era: a parte divina e humana, e isso os unia. O coração de Jesus me pareceu mais ligado ao dele.

Sobre a relação dele com Maria Madalena, também sinto uma afetividade, mas que existia nela um sentimento diferente, de reverência. Não enxergo Maria Madalena como uma prostituta e sim como uma mulher mais velha que Jesus e com algumas posses (o que me vem é que a mulher apedrejada era outra pessoa). Me parece que em um determinado momento bem mais tarde os caminhos se dividiram, ouço que ela trilhou “um caminho de fé”. Sinto que ela foi muito atuante junto a Jesus e os Apóstolos.

 

10- Jesus passava por sofrimentos como ansiedade, angústia, tristeza, assim como nós? Se sim, o que fazia para passar por esses momentos?

Ao olhar para a vida de Jesus, sinto que ele foi alguém muito cobrado. Primeiro pelos costumes da época, a religião que foi criado e hábitos sociais da sua comunidade; e depois pelas pessoas que peregrinavam em busca dele. Me parece que Jesus virou um fenômeno “fora de controle”. Muita gente se interessava por ele primeiro pelos milagres que ouviam falar, na esperança de resolveram suas vidas, porém a maioria delas depois também se sentia atraída pela visão dele e pelo que ele dizia porque sentiam no coração delas que era a verdade. Outros mesmo assim não se importavam com sua mensagem e mesmo se fossem curadas ou recebessem algo bom, voltavam aos mesmos erros.

Me parece que Jesus estava ciente de tudo isso. E vejo que nos momentos de angústia ele tinha a ciência de que o sofrimento era passageiro, o olhar dele estava concentrado além do problema, no futuro que ele sabia que tudo estaria resolvido. E também, sinto que ele meditava, isso clareava as coisas para ele e ele o fazia com frequência. Me parece que a meditação (entre outras práticas) foi algo ensinado a ele por pessoas que não eram do seu convívio familiar nem comunitário, após a infância, na pré-adolescência. Ao meditar ele limpava quaisquer sombras que estivessem tentando “cegar” ele (é a palavra que escuto) e assim se conectava à sua “família espiritual” (é também como ouço). Isso trazia serenidade ao seu coração.

 

11- Jesus realmente morreu na cruz? Quais foram as circunstâncias do seu desencarne? 

Ao concentrar nessa questão, eu primeiro me sinto voltar atrás no tempo. Vejo Jesus no que seria em torno dos seus 25 anos. Ele parece levar uma vida bastante comum e relativamente próspera. Porém, vejo ele olhando para pessoas miseráveis e se sentindo triste pela desigualdade social. Não só isso, pela discriminação que estava acontecendo devido às diferenças religiosas, de gênero, sexuais, raciais… Da mesma forma era contrário à escravidão. O pensamento de que sempre alguém se colocava o direito de “ser melhor” que os outros, começou a importuná-lo. É como se ele começasse a sentir o lado sombrio do mundo, e sendo alguém diferente, se identificou com o sofrimento humano.

Vejo que aos poucos, todas essa negatividade começou a atingir sua mente. Ele queria que o mundo pudesse ser melhor. E junto disso algo começou a despertar espiritualmente nele. O que me vem são sintomas mediúnicos muito fortes… Sonhos, acontecimentos, premonições, etc. É como se a sensibilidade dele emocional e mediúnica estivessem crescendo com os anos e ele “sentia na pele” a dor provocada pelo mal.

Essa perturbação parece ter culminado na busca pelo seu primo e no eventual Batismo. E esse evento parece ter sido tão forte que a analogia que me vem é a de ser atingido por um raio. Jesus estava em intenso sofrimento, e de repente se abriu na mente dele com clareza essa conexão e a visão de todo esse mundo mais Além. Ele via no Astral Superior a origem de todos nós e o que a Terra poderia ser se os homens fossem melhores. E isso foi a base e inspiração pra sua visão de Deus, de fraternidade, de amor.

O Batismo trouxe paz e também o “chamado” que o levou a começar a peregrinar e falar sobre tudo isso que ele via tão bem. Ele sabia que se as pessoas melhorassem consigo mesmas e entre si, bastaria isso pro mundo ser completamente diferente. Esquecendo as diferenças, fossem elas quais fossem.

Eu volto a ver Jesus no que seriam seus últimos anos (conforme a Bíblia). Me vem de novo que seu corpo físico não estava mais “suportando” tudo que sentia. O sofrimento, as pressões, as cobranças, os ataques astrais… E me vem a existência de uma condição de saúde sanguínea e circulatória que o prostrava. A impressão que tenho é que o corpo físico de Jesus por si só não estava mais suportando a “grandeza” dele. Estava se desgastando rapidamente.

A respeito das circunstâncias que levaram à sua morte. Vejo um abraço amargo de Judas. Sinto que Judas não traiu Jesus, mas agiu a pedido dele. Jesus não conseguia mais aguentar a vida física, eu acredito que ele morreria rapidamente se não tivesse sido crucificado antes. Vejo Judas muito relutante e emotivo, e depois arrependido, porque agiu por amor mas desejou não ter agido, dito “não” a Jesus.

Vejo Jesus sendo açoitado. Havia muita raiva das autoridades em relação a ele, e isso se espalhou para o povo e para parte dos guardas da época. Um ódio sem fundamento real, apenas por ele ser diferente e propor um mundo diferente. Vejo o céu escurecendo junto ao sofrimento de Jesus, e no auge da crucificação sombras. Sinto e vejo que Jesus realmente morreu crucificado. Foi sua libertação.

Me vem a imagem de um vendaval arenoso varrendo tudo após a morte de Jesus. Vejo Maria a seus pés com um sofrimento que misturou dor e alívio porque ela sabia da situação do filho, João chorando muito com o coração despedaçado, e mais alguém que tem as mãos no rosto em sofrimento, “sem acreditar”.

Jesus acreditava que morrer na crucificação seria a única forma de tocar o coração das pessoas, e ele estava certo pois até hoje sua história está marcada. Percebo que ele sabia que não teria muito tempo, e resolveu dar às autoridades o que elas desejavam, entregando-se e fazendo com que as consequências disso falassem por si. Ele foi inspirado espiritualmente sobre como tudo deveria ser.

No momento em que pergunta a Deus por que Ele o abandonou, é um momento em que Jesus não conseguia ver, nem ouvir, nem sentir a espiritualidade… Ele estava só no seu momento derradeiro, porque precisava naquela hora agir e decidir por si, exercer o livre-arbítrio. Era uma prova de fé, um teste.  Tudo isso só confirma pra mim como Jesus foi divino, mas também humano, como todos nós.

 

12- Jesus ressuscitou no plano físico? O que aconteceu ao corpo físico de Jesus?

Após a crucificação eu vejo o corpo físico de Jesus sendo removido da cruz, e depois sendo levado pelas pessoas responsáveis por ele para ser preparado. Tudo feito com grande comoção, e depois o corpo parece ter sido depositado no que seria o Santo Sepulcro. Entretanto, em algum momento após isso ter ocorrido eu enxergo um grupo de homens usando vestes bem características (as do mesmo grupo de pessoas que Jesus encontrou no começo de sua vida em um lugar arenoso) pegando o corpo e o levando consigo. Acredito que esse grupo eram os chamados essênios. O corpo de Cristo parece ter sido levado na direção Norte até um local específico destinado a ser seu túmulo. A sensação que tenho é de estar olhando para uma espécie de caverna, há muitas rochas e alguma umidade e é um espaço bem pequeno.

Quanto à questão da ressurreição, eu não vejo esse corpo físico sendo reanimado de modo algum. Ele parece ter permanecido ali e entrado em lenta decomposição com o passar do tempo.

Me parece que liberto do corpo físico Jesus recobrou sua consciência espiritual na sua totalidade. Ele voltou a ser como era na juventude, enérgico, alegre, otimista. Vejo total paz em relação à forma como viveu e morreu, e total entendimento.

Percebo que Jesus tinha uma mediunidade incrível, talvez incomparável a qualquer médium que tenhamos conhecimento. Com sua extrema luz, não foi difícil pra ele se materializar no plano físico. Vejo que não só ele esteve visitando o grupo que o seguia (não vou falar Apóstolos pois me parece um grupo que incluía mais pessoas, inclusive mulheres, não vejo distinção da parte de Jesus entre eles e elas)… Vejo Jesus visitando outras partes do mundo.

A esta altura parece que havia uma afinidade dele com o mundo que deixou para trás, porém, quanto mais tempo estava no astral mais sua vibração aumentava. E isso o fez realmente passar para outra dimensão após um determinado tempo, creio que isso coincide com ele subindo ao céu. Foi o fim de sua jornada, exceto outros momentos em que seus seguidores tiveram experiências individuais com ele que foram diminuindo ao longo do tempo.

 

13- Jesus teve mais encarnações depois de sua passagem por aqui?

Eu não consigo ver que Jesus tivesse necessidade de reencarnar. Acredito que sua manifestação na Terra foi um ponto importante da sua jornada como espírito, um marco, e que depois disso não precisava mais voltar à vida física da forma como existe aqui.

 

14- Jesus teve vidas passadas?

É interessante tentar ver isso. Eu vejo que Jesus teve vidas como nós porém há muito, muito tempo atrás. Elas parecem ter acontecido em outro mundo. E tanto tempo no passado que eu não tenho a capacidade de vê-las, e nem de mensurar há quanto tempo isso aconteceu de acordo com nosso jeito de contabilizar o tempo.

O que eu consigo ver é que Jesus estava associado intimamente na criação e evolução do nosso planeta. Não sei bem se é a palavra certa, me parece que ele esteve “responsável” por esse mundo. Mas eu não sei dizer que tipo de responsabilidade seria essa. São coisas mais elevadas que minha mente não tem como explicar ou compreender.

 

15- Onde está localizado hoje o espírito de Jesus?

Vejo o espírito de Jesus num lugar muito iluminado com uma “vista” para a Terra. São cercanias do planeta. Ou uma dimensão muito próxima. Parece que nesse momento específico o que ele vê e observa é esse período delicado onde a humanidade presente aqui está passando para para um novo patamar evolutivo, e com isso a divisão entre os que sairão e os que continuarão aqui. Sinto que Jesus continuará responsável pela Terra, e que nesse momento as forças do bem agem em nome dele. Essas forças sinto que algumas pessoas que são parte desses espíritos mais evoluídos têm reencarnado aqui e ali para ajudar. A influência de Jesus e delas permeia todos os lugares e pessoas, independente de onde, quem, ou que crença tenham (caso tenham).

 

16- Jesus voltará ao plano físico da Terra?

É engraçado, eu não vejo essa volta da forma como as pessoas entendem. Não se trata de ressurreição e nem de reencarnação. O que parece que acontecerá é que num futuro muito distante as pessoas terão evoluído a ponto de seus corpos serem menos materiais, e com isso terão a visão direta da vida fora do planeta, dos espíritos, e a presença de Jesus estará entre elas aqui. Elas o verão e ele parece que as ajudará diretamente. É um tempo muito longe do nosso, de muita bondade, e amor. Um tempo em que não há mais o mal na Terra.

 

17- O que Jesus pensava sobre as diferentes religiões?

Vejo que Jesus foi iniciado tanto na religião judaica, quanto em outras crenças. Ele não parecia ser “seguidor” de uma religião específica. O que me vem é que ele percebia como as religiões eram usadas na sua época para dividir as pessoas, e o mal que era feito justificado por elas.

Não acho que ele as via como algo ruim, porém não aceitava que em nome de Deus (com o qual ele tinha uma visão tão mais direta), se fizessem determinadas coisas, porque ele sabia que isso não era a verdade. Para ele, Deus estava acima das religiões e dos costumes. Me parece que ele entendia, no entanto, que essa era a necessidade de algumas pessoas e a forma como conseguiam chegar ao espiritual.

Eu não vejo que Jesus desejava criar uma religião. Ele queria justamente trazer uma mensagem que desviava disso, que falava da experiência espiritual interior como um meio de ser melhor, de ter uma vida melhor e de experienciar o “Reino de Deus”.

Por Reino de Deus o que eu capto é justamente a dimensão espiritual superior a qual ele conseguia ver e com ela interagir. Um lugar que também era um espaço de amor e de fraternidade. E ele sabia que ao cultivar o amor e a compaixão no coração, as pessoas poderiam se sintonizar a essa dimensão, isto é, entrar no Reino de Deus.

 

18- Jesus desejava ser venerado ou a forma como ele é reconhecido hoje desvia da mensagem que ele desejava propagar?

Jesus foi um líder, isto é um fato. Porém me parece bem claro que o que ele desejava era a evolução da humanidade. E isso estava acima dele. Ele queria que as pessoas se tornassem como ele, chegassem ao nível dele, experimentassem as coisas que ele experimentava. Eu tenho uma imagem dele incentivando os seguidores, praticamente animando-os nesse sentido. Não acho que a intenção dele era de ser o foco, mas eu acredito que ele teve a consciência ainda em vida que por muito tempo seria assim. O problema dele ser o foco era que isso ia contra o que as ideias que ele queria transmitir. Ele era o “caminho”, o exemplo, não o fim.

 

19- Qual a importância do número 40 já que foi o tempo em dias que teria durado o dilúvio, além do período que Jesus foi tentado no deserto e também que permaneceu “ressuscitado” com os Apóstolos?

Assim que me concentro nessa questão eu escuto “é um código”. Eu vejo a Bíblia repleta de números, e o que sinto é que ela foi organizada de modo a conter uma simbologia numérica mais ou menos complexa.

Especificamente sobre o número 40, a impressão que tenho é que ele também possui uma relação com um processo mental. A imagem que tenho é de neurônios se reorganizando, como se persistir por um determinado período em algo diferente é o tempo de renovar e fixar essas conexões e disposições de modo a gerar uma nova ordem.

Possivelmente este não seja o único significado, mas esse é o que me vem para transmitir.

 

20- O que é o Espírito Santo?

Primeiro tenho a imagem de uma pomba, esse é o símbolo cristão do Espírito Santo. Porém logo ela se transforma num feixe de luz bem intenso. Eu percebo isso como uma conexão a um processo do Sistema Nervoso e sua continuidade no corpo espiritual.

O Espírito Santo parece ser a “malha” que dá origem ao mundo material no Universo. Ele parece um princípio inteligente, auto-regulador, e que também se manifesta conforme necessário ou evocado.

A manifestação do Espírito Santo parece que “concretiza” a conexão do espiritual com o material, e é por isso que desperta dons. Nele me parece que se pode manipular a matéria. Porém para isso é necessária evolução, estar apto, porque o processo me parece ter reflexos fortes no corpo físico.

Me vem Deus como a fonte,  o Espírito Santo como um meio de manifestação, e o espírito humano como a consciência. O reflexo disso acredito ser a imagem cristã da Santíssima Trindade.

Eu capto que há mais sobre o Espírito Santo, mas minha mente também não alcança. Só fico voltando à imagem do mundo quântico, não como ideia e sim como algo real.  O Espírito Santo é a chave do mistério para o mundo físico em todas a sua extensão, existência e permanência.

 

21- Quem é o consolador prometido por Jesus?

A visão que tenho é o conhecimento da realidade espiritual. Que quanto mais se caminha nessa direção, mais consolo e entendimento. Ele também tem o poder de tornar as pessoas melhores porque as ajuda a compreender as consequências das suas ações, e por isso está alinhado à mensagem e ao desejo de Jesus para nós.

Esse consolador parece ter a ver com a manifestação da sensibilidade nas pessoas ao redor de todo o mundo. E nisso a ação do “Espírito Santo”.

O conhecimento da realidade espiritual e do modo como ela está diretamente influenciando o mundo físico e na origem da vida, um dia será parte da ciência e com isso se entenderá tudo que ainda não foi entendido. E assim o mal terá cada vez menos espaço na Terra, porque a ignorância será eliminada e o mal é a ignorância.

 

22- Existiram, existem ou existirão outras pessoas na Terra do mesmo nível espiritual que Jesus?

Quando concentro nessa pergunta tenho a imagem de Jesus rindo de uma forma muito divertida. O que me vem é ele fazendo um grande sinal de “sim”. Teve pessoas anteriores que passaram pela Terra do mesmo nível que ele, e outras que evoluirão mais e mais a esse nível. No entanto parece ser o coração amoroso dele uma das coisas que sustenta nosso planeta, e com isso me vem a sensação de que tudo está bem e ficará bem. Que o que se passa hoje é o que cada um de nós cria individual e coletivamente, com nosso livre-arbítrio, e mesmo errando estamos ganhando o conhecimento que nos liberta.

 

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

(João 15:12-15)

 

Este é o fim deste trabalho que foi tão bonito para mim fazer. Sentimentos tão bons vieram com essas visões, e outros mais tristes. Porém, tudo com sua beleza e grandeza.

Não tenho a menor pretensão de ser senhora da verdade, que o que eu tenha visto esteja acima de um erro ou de uma má interpretação. Mas foi como eu, na minha atual capacidade, pude captar e transmitir. Espero ter feito isso da melhor forma possível.

Jesus viveu a experiência humana como todos nós. O registro de sua história como conhecemos parece incompleto e não dar conta dessa pessoa tão rica como ele foi, bem como das pessoas que o acompanhavam!

Quem sabe um dia vou retomar esse trabalho e ampliá-lo. Até lá, espero de coração que de algum modo tenha inspirado vocês que leram até o final.

Gratidão à espiritualidade por ter me permitido criar esse texto.

Paz e Luz sempre!