A Noção de Família Vai Mudar

Existe uma imagem do lar com “mãe, pai e filho” que costuma vir à mente quando se fala em família. Alguns chamam a isso de “família tradicional”. Eles consideram que a família seja a base do indivíduo e o seu lar um porto seguro.  Porém, tudo isso está mudando e rapidamente.

Na espiritualidade não existe “pai” ou “mãe”. Todas as almas são eternas e nascidas de Deus. Uma alma não gera outra. O que existe são as afinidades. Espíritos que se agrupam porque compartilham uma sintonia. E nestes agrupamentos um ou outro pode eventualmente cumprir um papel de pai, mãe, ou outro qualquer como conhecemos na Terra.

A maioria dos espíritos que desencarna permanece com a ideia dos seus laços familiares, e até reencarna com esta ideia. Por sinal, a maioria das pessoas reencarna na mesma unidade familiar e – surpresa – quase sempre os maiores desafetos reencarnam juntos na mesma família. Aposto que isso explica muita coisa não é mesmo?

Quando eu estagiei na Saúde Pública eu fiquei chocada ao descobrir a quantidade de pessoas que sofrem e carregam traumas das suas interações familiares. Abusos, maus tratos, assédio moral, etc. Tudo isso é muito mais comum do que se imagina. Conversando com jeitinho você fica sabendo como uma boa parte das mulheres, por exemplo, foi assediada ou abusada até mesmo na infância por pessoas de sua família, que diante da sociedade são consideradas pessoas “normais”.

E parece que quanto mais passam os anos, mais isso fica exposto e evidente. A população se divide entre aqueles que acham que a cura disso é a “família tradicional”, e os que sabem que a cura disso é justamente transpor a noção de família de sangue e suas regras e obrigações ocultas.

Quanto mais o espírito evolui, mais ele se desprende da influência da matéria. Vou explicar isso melhor outro dia. Em síntese, os valores e necessidades mudam… Eles não são mais prioritariamente as do corpo, e sim as da Alma da pessoa. E a Alma busca pelo que possui afinidade, isso vale para um trabalho, e vale para as pessoas que ela considera por família. É por isso que quanto mais o tempo passa mais você se sente ligado e se identifica mais com pessoas de fora da sua família de origem do que com as de dentro. A energia está falando cada vez mais alto e é só confiando e seguindo ela que podemos encontrar a paz e a realização.

Sobre as crianças, a “família tradicional” também não é em si uma garantia (como dito) de tudo sair bem.  Na realidade espiritual  o fato é que uma criança para crescer e se desenvolver bem precisa de um adulto que seja responsável por ela, seja afetuoso com ela, e confiável junto dela.  De tudo, o afeto talvez seja o mais importante para uma pessoa crescer bem. Não importa se for criada pela mãe, pelo avô, ou por uma tia que nem seja da família de sangue… A adoção está aí para confirmar isso.

Na Bíblia podemos encontrar uma passagem onde Maria e os irmãos de Jesus aparecem para visitar ele numa casinha onde ele estava atendendo uma multidão. Alguém anuncia para o Cristo que a família está lá. A resposta dele estendendo a mão para os discípulos diz diz tudo: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? (…) Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Quanto mais avançarmos no tempo mais veremos pessoas que nascem numa família de sangue e se desligam dela. Assim como outras assumindo um papel de pai, mãe ou outro, em relação a alguém simplesmente porque o afeto flui dessa maneira. A energia se manifesta assim.

No futuro teremos gestações fora do útero, com todo tipo de possibilidade genética (um gerador, dois, mais, etc.). Teremos pessoas vivendo quase “para sempre”, atravessando tantas gerações que isso por si também irá modificar as relações familiares. A espiritualidade estará muito mais aflorada e o afeto será muito mais honesto. Ou seja, como acontece com tudo, o plano físico aos poucos vai assimilar mais e mais a realidade espiritual.

Espero que este texto ajude a todos aqueles que se sentem mal por não fazerem parte de uma “família tradicional” e que tenham orgulho daquela a qual fazem parte – seja por laços de sangue ou pelos laços eternos de alma. E que possa tocar àqueles que estão sofrendo na obrigação de fazerem parte de uma estrutura familiar que lhes faz mal ou vazia de sentimentos.

A evolução acontecerá, e evoluir significa crescer na direção da Luz que traz paz, felicidade e realização.
É este o alinhamento que precisamos ter, sempre nos orientado pelo afeto.

Paz e Luz a todos!

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