O Que Acontece Quando Você Morre

ad9cfed4faa3b67cdb8b2a18bd112804
“Christmas Morning” por Andrew Wyeth

Hoje irei falar sobre um assunto que diz respeito a todos nós. Em geral, um tema pouco falado, mas muito presente! O desencarne.

Acredito que alguns de vocês vão me perguntar: “como você pode saber se você nunca morreu?‘.

Bom, amiguinhos, acontece que eu ainda não morri nessa vida. Mas eu tenho imagens de vidas passadas, vários materiais que já li, e uma vez que trabalhei longo tempo como médium e hoje como sensitiva, tenho já uma boa quantidade de observações que podem ajuda-los a entender mais a respeito da passagem.

Eu gosto muito desse termo: passagem. E em geral, quando falo sobre a morte de alguém é assim que me refiro, porque afinal de contas a única coisa que morre é o corpo, o espírito continua “vivinho da Silva”.

O que mantém o nosso corpo vivo, aliás, é a conexão com o nosso espírito. Sem essa conexão o corpo morre. Perde a alma, do latim anima, o que o anima. Por isso que – não sei se vocês já tiveram essa oportunidade – que um corpo morto se parece muito com um boneco. Foi embora essa presença que faz com que ele tenha vida.

Essa conexão é um mistério. Eu nunca consegui descobrir exatamente o que tem no corpo físico que “cola” o espírito a ele, e ao mesmo tempo lhe dá uma liberdade parcial já que no sono em geral, lembremos ou não, saímos para passear pelo Astral.

Ao dormir, podemos dizer que quase morremos todas as noites. Justamente pelo fato de que o corpo físico não suporta o espírito mantendo ele ligado o tempo todo. Ele se desgasta. Por isso o espírito precisa dar um tempo, enquanto o corpo se recupera. Ao se afastar o corpo adormece. Ao se afastar de vez, o corpo adormece de vez – morre.

Como eu dizia, não sei exatamente o que é que faz algo imaterial (espírito) ficar colado aqui dentro do corpo. Sei que o ectoplasma está envolvido, sei que há conexão com a glândula Pineal, sei que há o famoso cordão de prata, porém ainda estou por desvendar o “xis da questão”.

Se é o espírito que anima o corpo físico, é também no espírito que reside a capacidade de sentir. Via de regra somos bem mais espírito que corpo, mesmo encarnados. O que o corpo físico faz (e isso é uma das utilidades da encarnação), é servir como um poderoso filtro de realidade – os sentidos e tudo aqui trabalha em faixas pequenas (por exemplo limitado o espectro de cores visíveis, e de sons que captamos, etc.). Ao sair, aos poucos recuperamos uma percepção bem maior inclusive da Vida.

Agora, morrer em si, é algo bem simples.

Uma vez, tive uma visão, de outra época, em que fui baleada durante um casamento. Lembro do som do tiro, de levar a mão ao peito e sentir algo molhando. Porém conforme isso ocorria eu me deslocava para trás, e via meu corpo pelas costas sem conseguir “mexer” ele. Em segundos eu estava fora. Sem ter sentido nada.

Em muitos processos de doença, os espíritos que eu contatei, me deram a impressão que na hora exata da morte, deste “rompimento”, ele não está mais no corpo. Isto é, antes do corpo morrer o espírito já saiu. E pela lógica, a saída do espírito faz o corpo morrer. Isso num processo “natural”.

N08208-Lot6
“Raízes” por Frida Kahlo

Quando o corpo já está debilitado e a pessoa aparenta estar variando e vendo gente que já se foi, é porque o espírito, a consciência, está muito mais já do lado de lá. Está “indo”, está rompendo devagar. E quanto mais rompe, mais disfuncional se torna o organismo. O espírito organiza a matéria, e na sua ausência ela se desorganiza.

Nos acidentes, a saída é abrupta porque o corpo se torna incapaz de sustentar a vida. Ele perde estrutura devido a algum choque ou outro. Não há chance de recuperação. Em geral é rápido demais, e de novo, o espírito não percebe. É igual aquele dia que você se assustou tanto, que não sabe como deu um pulo; simplesmente deu, ou correu, ou fugiu, ou desviou. É um reflexo. E de repente, já fizemos e nem conseguimos lembrar.

Vocês podem achar curioso, mas para quem já foi, falar sobre a morte, não é um assunto muito interessante.

Com a maioria dos espíritos que já falei, eles não davam importância à morte em si. Nada de “wow”. Nas comunicações eles inclusive confortam os familiares e explicam que não foi como eles ficaram imaginando.

Outra coisa que eu acho legal de esclarecer, não é tão comum assim a pessoa ir para o umbral (ou como queiram chamar a região do Astral Inferior). Pra você sair do corpo e cair direto lá precisa já estar há muito tempo num estado de negatividade intensa. Então você já em vida esteve vibrando nessa faixa do umbral. E aí quando tira o corpo físico, e você vira só o corpo astral, você na verdade já está lá. Não recomendo ir pro umbral, é um lugar bem desagradável. Se você porventura morrer e for para lá, lembre-se de pedir a Deus e aos guias que o ajudem, porque basta a gente sintonizar na Luz que ela vem.

Fazendo um parêntese: no Astral você vai pra onde você se afiniza. Essa convivência na Terra com a sua sogra, com as falsianes, com o pessoal que é chato e ruim, é só porque aqui todo mundo entra na mesma realidade física.

Se você é um espírito trevoso, pode ir sonhando que você vai organizar um levante, atacar  e invadir uma colônia; tire seu cavalo da chuva astral porque isso não acontecerá nunca, não tem “como” acontecer. Você não vai conseguir chegar nem perto.

Outra coisa: em mais de 99% dos casos, quando você faz a passagem tem alguém te esperando. Por isso também sugiro não colecionar inimigos. Mas mesmo quanto os temos, se somos bons e estamos de boa, estaremos na faixa de sintonia de nossos amigos espirituais, familiares, guias. E eles nos ajudam a cair fora daqui.

Essa ajuda é necessária porque, de novo, via de regra, saímos com o reflexo do corpo físico. Precisamos recuperar nossas capacidades espirituais aos poucos. Tem alguns casos de pessoas que faleceram muito doentes, e que ficam um tempo se recuperando no Astral; até mesmo dormindo se passaram por traumas muito grandes. E o sono ajuda nos casos em que o falecimento perturbou demais os que ficaram, para que o espírito ainda se readaptando não capte isso.

Continuando. Ao morrer nós iremos morar nos lugares onde nossa vibração tem afinidade. As colônias que vocês devem ter conhecido em histórias, existem. Às vezes as pessoas estranham por que a vida nelas é tão parecida com a nossa daqui, ainda que mais avançada, e isso é proposital. Porque o espírito que vive nessas colônias, ainda está num grau de desenvolvimento onde ele só suporta esse modo de vida. Tem lugares no astral que por pouco você percebe que é lá e não “aqui”.

Em níveis muito superiores, pelo contrário, o que alguns de nós classificariam como Céu ou Paraíso, a vida é bem diferente daqui. A natureza é diferente, as ocupações são diferentes, as percepções são diferentes.

NossoLar19
Mapa do Nosso Lar na psicopictoriografia de Heigorinha Cunha (vide livro “Cidade no Além”)
cartaz-nosso-lar-1
Adaptação da arte para o filme “Nosso Lar” (2010)

Tem o pessoal também teimoso, como vocês, que morrem e sendo rebeldes resolvem ficar por aqui no meio da realidade física. Também não recomendo.

De volta à hora “h” da morte, em geral as pessoas sentem uma dormência, talvez um pouco de vertigem, ou até algo agradável. Quem é muito materialista (não estou dizendo ateu, nada a ver uma coisa com a outra), pode acabar se perturbando e ancorando mais no físico e sofrer mais. É quando a gente diz que “a pessoa não quer ir”.

Aqueles que enxergam túneis, costumo perceber que são mais em experiências de quase-morte. Poucos tem essa “impressão” da passagem de um túnel na chegada ao Astral. Devido às crenças individuais – é importante lembrar – pessoas religiosas ou adeptas de um pensamento específico podem enxergar aquilo que acreditavam de modo a facilitar sua chegada no outro mundo. Quem nunca viu nos filmes o espírito partindo em direção a uma luz?

É raro, mas em estado alterado de consciência certos espíritos não se dão conta que morreram, ou, mais raro ainda, os que estão muito desequilibrados em baixa vibração ficam fixados a cenários e repetições.

Independente de tudo, porém, não importa a hora, quando, como – se a gente morrer, é porque nosso espírito, Deus dentro dele, percebeu que precisávamos ir. Até mesmo no suicídio, há casos em que se não é pra ser algo impede a pessoa, mas se o astral permite, é porque ela não teve outro jeito senão reviver esse infeliz acontecimento. Era do aprendizado dela chegar a esse momento de decisão, até fixar o conhecimento que optar pela morte nada soluciona.

O suicídio não é recomendável. Primeiro, porque você acorda logo depois; segundo, a angústia passa e você percebe a merda que fez; terceiro, não tem mais como intervir e mexer nas coisas que você precisava aqui para se desenvolver espiritualmente.

Acredite em mim, vamos honrar o Setembro Amarelo, é bem melhor ficar. Sempre há uma explicação e uma solução. Eu penso muito nisso nos momentos ruins, quem de nós nunca pensou em cair fora ou em matar alguém? rs. Matar também não é recomendável, claro.

Se você está passando por um momento de vida em que pensa demais em morrer, amigo, aguente firme. Dê o benefício da dúvida que eu posso estar certa. Tanto que no frigir dos ovos não vai valer a pena, quanto que por mais complicada e duradoura a situação, nada é por acaso e há um sentido e com isso uma forma de ao menos contornar o sofrimento.

Não vou relativizar os casos dos chamados suicídios assistidos e nem vou entrar no questão do aborto, por serem polêmicos, extensos, e muito individuais. Também estou deixando para outro dia a explicação dos processos de doença e envelhecimento. Se vocês acharam que podem ser interessantes, deixem nos comentários que pensarei em escrever.

Vernet_Horace-ZZZ-Angel_of_the_Death
“Angel of Death” por Vernet Horace

Para fechar, vamos falar de curiosidades.

Pode soar mórbido, mas já ouvi numerosas histórias de pessoas que pareceram “ver” ou determinar o momento da morte. Gente que diz que a partir de tal idade não irá mais viver e chega nela e logo morre; ou que depois de fazer tal coisa, faz e acaba indo; que se for para viver assim ou assado, não fica e se vai. Todo mundo conhece causos assim. A pessoa tem isso dentro dela.

Muitos, na verdade, já tem uma morte programada no astral. Tem gente que acerta até condições especiais. Quem tem mais cacife (evolução), tem mais poder de escolha. Morte ostentação.

Há casos também em que a pessoa era tão ligada na outra, que quando a outra morre, a pessoa vai atrás. Volta e meia lemos essas notícias de casais de velhinhos. Fato interessante: o homem aguenta, em geral, menos aqui sozinho quando perde a amada do que a mulher. Quem diria, não é?

Tem gente que morre e avisa que morreu. Tem gente que de algum modo se prepara sem saber conscientemente, e aí no dia ou na semana antes faz algo inusitado. Aí falamos, “ele parecia que sabia que ia morrer”. Do mesmo modo, certos médiuns (se permitido) e animais captam a proximidade da morte de outra pessoa.

A passagem também pode ser protelada. Se o espírito percebe que se as coisas estão dando muito certou ou as condições mudaram, o que estava programado muda. A pessoa fica um pouco mais. Pode acontecer de a pessoa pedir em oração e ter a graça de ficar e resolver coisas, falar o que não conseguiu, fazer o que precisava.

Como você percebe, às vezes quando eu falo espírito, eu me refiro a uma parte de nós que é totalmente perfeita e a qual possui total poder sobre nossa vida. É onde estamos ligados individualmente a Deus. Somos extensões de Deus.

O espírito está pronto, mas quem evolui na gentil condução dele somos “nós” ampliando nossa consciência e nos conhecendo. No espírito moram nossos dons, virtudes, respostas. Mas eu me refiro às pessoas que já fizeram à passagem como “desencarnados” ou “espíritos” por convenção.

Tem um pessoal que fala sobre o anjo da morte! Será que ele existe? Existe, e é uma força benéfica a serviço da luz que age na condução desse processo de passagem. Em geral estes anjos (pois, são vários) não são percebidos.

Bem, depois de toda esse papo, fico curiosa para saber o que vocês acham, e também suas experiências e especialmente seus causos (adoro). Poderia falar ainda mais, provavelmente esqueci coisas, mas agora é com vocês nos comentários.

Não deixem de curtir a página no Facebook:
www.facebook.com/NovaSensitiva

Paz e Luz a todos!


Sugestões de leitura:

Romances
“Nosso Lar” de André Luiz por Chico Xavier
“Violetas na Janela” de Patrícia por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
“Na Hora do Adeus” de Luiz Sérgio por Irene Pacheco Machado

A Minha Verdadeira Vida” dos espíritos por Nova Rafaela (eu)

Informativos
“O Céu e o Inferno” de Allan Kardec
“Entre Morte e Vida” de Dolores Cannon

“10 Coisas Que Você Precisa Saber Antes de Morrer” de Lúcio Morigi

3 comentários Adicione o seu

  1. Marylva disse:

    Bem… o pouco que tenho estudado e algumas leituras que fiz e estudei, o Espírito, que não tem forma alguma, pois é energia pura, está ligado ao nosso corpo, pelo chamado “fio prata, mas existe um intermediário, cópia quase que perfeita do nosso corpo, chamado Perispirito, que intermedia as informações e sensações do corpo para o Espírito. O perispirito nos acompanha sempre e quando desencarnamos ele se afasta junto com o Espírito, até nova reencarnação. Um livro muito bom que fala sobre isso é “o Perispirito e suas modelações” de Luiz Gonzaga Pinheiro.

  2. Soraia disse:

    Texto ótimo, como sempre. Já sonhei que morria num acidente, e foi tão rápido que realmente não se percebe que já estamos do outro lado. Provavelmente é assim mesmo.

  3. Patricia disse:

    muito bom, leitura agradavel de facil entendimento, obrigada

E você, o que está pensando?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s