Trabalhando com Vidas Passadas

 

pastlife

No meu trabalho com clientes, e nas minhas experiências pessoais, já me deparei com uma minoria de casos em que os acontecimentos ruins estavam ligados com algo vindo de uma Vida Passada.

Não me entenda mal. Não quero dizer que o que houve provocou algo agora; mas sim que o que houve permaneceu se repetindo dentro da pessoa. É como um padrão que precisa ser quebrado, limpo.

As pessoas tendem a pensar no karma como uma casa em que o vento entra por uma janela aberta e bagunça a tudo. Elas acreditam que o vento é o problema, ou a janela, isto é, a causa. Porém, precisamos examinar os efeitos e a origem real. A origem real não está na janela aberta em si, mas na atitude de não fechá-la. Nossos problemas e os efeitos que eles produzem é que são os ecos das nossas atitudes falha – que não funcionam. As vidas são como dias que vão indo e vindo, nesta mesma casa, que somos nós, até que fechemos a janela.

Por algum motivo, quando eu trabalho com vidas passadas, o caminho que as revela e traz a necessidade de ir até elas, se revela sempre espontaneamente. Eu procuro não forçar ou acessar por curiosidade. Da mesma forma, sempre que acesso uma vida passada, as informações vêm na medida do que vai ser útil. Não contam toda a história. E eu acredito que seria ruim relembrar ou saber tudo. Nas vezes em que entrei nelas e levei a luz ou trouxe a parte da pessoa que ficou presa lá, normalmente se provoca uma mudança natural e espontânea a seguir especialmente no lado emocional. Por vezes sutis, por vezes ostensivas.

Já percebi também, com algum choque, que na maioria dos casos, não mudamos tanto de uma vida para outra. Já tive oportunidade de visualizar três vidas de uma pessoa, em que ela era praticamente a mesma, apenas modificando as coisas ao redor, os recursos, os contextos, e se tornando menos “rude”. É por isso que digo que a atitude é sempre a fonte de tudo. A forma como escolhemos lidar e responder com os eventos e desafios da Vida. Acredito que quanto mais nos iluminamos, mais rápido conseguimos progredir, e aí sim entramos numa espécie de progressão geométrica de mudança.

Agora, é fato que há algo em nós que independente das reencarnações permanece o mesmo, que é o nosso temperamento. Dons, gostos, traços, são algo da natureza do espírito de cada um. Outra coisa que pude perceber foi que o olhar, a forma de olhar, ela quase sempre se mantém de uma existência a outra. Coisas que temos facilidade em conquistar, também costumam se manter… Os aprendizados que não cumprimos com um ou outro, se não são resolvidos no astral, voltam a se repetir – são recriados. Algumas doenças se mantém.

Como eu dizia, quase sempre nós não estamos pagando algo que voltou a acontecer, mas estamos ainda produzindo a mesma situação. Hoje, espiritualmente, já começamos a entender que cada um de nós cria sua realidade, individualmente, e quando cruzamos caminhos é pela lei da atração e afinidade. Mesmo as pessoas “más” vêm porque precisamos aprender algo, porque nosso Espírito as trouxe, porque ainda não modificamos a parte em nós que cria uma realidade em que somos maltratados.

E é exatamente aí que entram os perseguidores.

Há espíritos que permanecem no Astral e que nos conheceram noutra época, e que podem continuar nos perseguindo. Isso não é comum pois a maioria reencarna, porém há alguns que conseguem ficar presos a uma época. Eles podem nos localizar e se aproveitar da janela aberta para nos causar o mal, ou movimentar as peças do jogo à nossa volta de forma a nos atingir.

Eu não acho que o trabalho com vidas passadas seja indispensável. Se fosse, estaríamos muito ferrados sem a possibilidade de nos superar caso não tivéssemos acesso a isso. A Vida é muito inteligente e sábia, e o próprio Espírito da pessoa já trabalha o tempo todo para que ela se torne melhor, se supere, mesmo que isso signifique pô-la à prova ou repetir uma experiência não tão positiva. Nada ocorre sem permissão. Porém, eu vejo o trabalho com vidas passadas como um atalho, um facilitador que em alguns casos é muito útil, mas não necessário na maioria dos que já atendi. Como falei, quando é mais útil ir por este caminho, ele se revela para mim. No entanto, quando trato uma vida passada eu tenho consciência que estou também tratando o presente da pessoa. E afinal, os espíritos repetem sempre que no Astral não há tempo como o nosso, portanto, não dá para saber até que ponto nosso passado, presente e futuro se sobrepõe. Tudo que sabemos é que somos um ponto de consciência vivendo eternamente no agora, o tempo é um entrelaçado de caminhos, passado e futuro são sentidos relativos.

Sem querer criticar qualquer outra técnica que lide com as vidas passadas, ou que faça uso delas, seja lá como for, eu acredito que não é bom sair à procura do que se foi por pura curiosidade. Tive relatos de pessoas que “relembraram” vidas, e isso não teve impacto no dia a dia delas… Assim como outras, que estavam em sofrimento e receberam este chamado, e foi um divisor de águas. A curiosidade vem da cabeça, o chamado vem do coração.

Quando estamos prontos, de vez em quando sonhamos com o que aconteceu conosco, com outros tempos, outras paisagens. Alguns têm visões disso. No entanto, espiritualmente, vivemos um eterno presente. Em algum momento, quando não for necessário reencarnar, e no final dessa trajetória em que ainda for necessário, nossa mente terá menos bloqueios a respeito disso porque não será preciso apagar tanto o que há de “lixo” no passado. Será um ponto em que nossas consciências estiverem mais amadurecidas.

Apesar de tudo, com certeza é muito fascinante poder lidar com as vidas passadas e gratificante quando ao voltar, isso trouxe mais bem-estar para a Alma de alguém.

Paz e Luz a todos!

2 comentários Adicione o seu

  1. Rosenrot disse:

    Oi!
    Ando relutando uns meses para escrever-te,sobre o texto achei bem interessante aprendi com a vida anterior que não devo confiar em todo mundo,achar que todos são como eu.No entanto,mesmo que a índole de alguém gere desconfiança,jamais devo perder a fé na bondade alheia…aprendi a ser menos extrema nos dois polos e que ser rodeada de muitas pessoas como eu era,nem sempre é ser admirada e acabo deixando quem realmente se importa comigo de lado,não posso colocar pessoas num pedestal e se for preciso devo me distanciar,mesmo que essa pessoa seja da minha família.Foi uma vida recente, e quando vejo coisas que aconteceram na época, sinto meu estomago embrulhar e fico bem triste,mas se devo aprender algo maior com isso,devo lidar.

    Mas não é sobre que venho escrever,lido com a sensibilidade/mediunidade dês dos meus cinco anos,venho de uma família de sensitivos praticamente,e grande parte da minha vida foi um inferno lidar com esse dom,em aceitar e entender.Mesmo ouvindo que eu era especial,que eu era muito forte.Mas só aos 27 anos (hoje tenho 29) depois de ficar bem doente,que pude compreender e aceitar,com leituras e estudos.Muito do que tem aqui no blog me ajudou imensamente,e sempre quando preciso releio o conteúdo.Funciono de modo intuitivo,não sigo rituais e cartilhas,apenas sinto a sintonia e energia que chega até mim e faço. 2016 foi um ano hard,descobri a ansiedade generalizada e a depressão,conheci pessoas que não me fizeram bem,roubaram minhas energias e ainda estou tentando lidar para me reencontrar porque fiz escolhas confusas.Mas foi bem útil,pois vi que estava repetindo um padrão diante das relações que eu mantinha,e o balanço que eu tenho disso que por mais dominadoras que amizades fossem,aprendi a ter um respeito comigo mesma e não deixar que essas energias alheias fossem predominantes (algo que lendo suas mensagens diárias no Facebook,pude aprimorar e compreender),que muitas atitudes não eram minhas,e que as minhas escolhas tem muito poder.Pessoas são influentes?Sim,mas sou eu quem escolho quem deve entrar porta a dentro da minha alma e vida,sou responsável e por mais vampirizada que eu fui,eu deixei.

    Ainda estou caminhando ao encontro do auto entendimento,tenho visões em sonhos que quando se referem a minha pessoa, vem confusas e repetem elementos de formas diferentes (ai eu estudo pra poder compreender).Me perder e me misturar com a energia dos outros foi bom no fim,para que assim eu pudesse me auto impor e não deixar me influenciar,trabalhar com a porta meio fechada.Confesso que não estou a fazer grandes feitos diariamente,minha vida anda rotineira,mas não vejo isso de todo ruim,vejo que foi a forma que a vida encontrou de dizer que devo olhar mais para eu mesma,pensar mais em mim e isso requer muito tempo livre para reflexão.Só assim posso ir de encontro para com os meus objetivos,de mente,alma e vida limpas e pra isso eu devo me renovar e jogar fora as energias pesadas,ultrapassadas e desgastadas!

    Agradeço do fundo do meu coração pela ajuda!
    Forte abraço!

  2. ivan disse:

    como eu entro em contato com a autora?

E você, o que está pensando?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s