Experiências Com Os Orixás

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A partir deste post, vou eventualmente contar algumas experiências e vivências pessoais minhas, alguns pensamentos, sem pretensão ou objetivo de convencer ninguém a nada. Quero apenas compartilhar certas coisas da minha vida, e que eventualmente têm mais perguntas do que certezas. Para iniciar esta nova “categoria”, decidi falar sobre minha experiência com os Orixás.

Há cerca de um ano e meio atrás, eu comecei a pesquisar algumas coisas e por coincidência um amigo meu espiritualista também, as quais a meu ver falavam sobre o que a Igreja Católica denominou de “Espírito Santo”. Para quem tem certa familiaridade com o Catolicismo, sabe bem que é quase um mistério o que é exatamente este Espírito Santo além de alguma coisa em formato de língua de fogo e que desceu sobre os discípulos despertando neles diversos dons espirituais. Nesta época, quando meu amigo comentou desta nova energia que ele chamou de princípio vital, fui (como boa curiosa) visualizar e perceber, e descobri que o tal PV (vou abreviar) era muito luminoso e ondulava, e não tinha sido a primeira vez que eu havia visto algo desse tipo nas minhas projeções por aí.

O que isso tem a ver com os Orixás? Vocês logo vão entender.

A qualidade deste tal PV é que ele era a energia mais potente que eu e meu amigo já tínhamos visto. Era como se ele fosse a célula-tronco de todas as energias possíveis existentes no Universo… Aliás, mais que isso, que ele antes de energia, fosse mesmo um princípio que ordenasse e interferisse em qualquer coisa material e que está em tudo. Este PV também possuía uma sensação de presença e aparente inteligência, porém sem (aparentemente) consciência como a minha ou a sua. Algo realmente diferente. Eu logo o associei ao Espírito Santo que não é Deus, não é Homem, mas é algo. Esse algo que era pura luz e potencial.

Sobre Orixás, minha ideia sobre o assunto sempre foi meio rudimentar. Eu tinha a noção que eles seriam deuses africanos, e mais tarde no Espiritismo, imaginava que foram em algum momento espíritos mais evoluídos que teriam sido cultuados como deuses nestas regiões. Eu não via ou acreditava em nada particularmente especial a respeito disso.

Foi quando algo cruzou meu caminho. Aliás o caminho da minha família.

Uma pessoa que entrou pra minha família há uns anos, desde o fim de 2014 e início de 2015 começou a fazer trabalhos espirituais (magia negra, feitiçaria, demanda, etc.) para o domínio, mal e até o cúmulo de morte de familiares meus. Nesta época meu entendimento de “desmanche” dessas coisas era zero. Sabia desfazer uma energia de pensamento negativo, mas não algo complexo a meu ver com era aquilo. Pois bem, como todos sabemos, “a ocasião faz o ladrão”, fui obrigada a aprender a lidar com essas coisas, adquirir conhecimento, lidar com guias… E foi aí que comecei a ter contato com as primeiras entidades de Umbanda (que apareciam pra ajudar pois Umbanda só faz o bem e se parece Umbanda e pratica o mal é outra coisa), e eu que sempre fui cética sobre qualquer efeito de mandinga, comecei a pensar duas vezes assim como a respeitar, entender e valorizar o trabalho destas boas e iluminadas entidades umbandistas.

Num determinado momento, tivemos um problema judicial que tinha um emperramento encomendado — adivinhem por quem — pelo meu querido familiar adepto do mal. Tentei e tentei algumas coisas e nada… Como nessa época eu já tinha contato com uma mãe de santo (Mãe Ângela de Oyá) comecei a perceber que eu tinha muito preconceito e que muita coisa ali fazia sentido, e com as entidaes me ajudando, eu já estava mais aberta, receptiva a “novidades”, resolvi tentar “algo de diferente” (risos). Sabendo que o Orixá da justiça era Xangô resolvi pedir e evocar a presença deste Orixá.

Qual não foi minha surpresa quando vi aquela emanação surgir? Ela era avermelhada, alaranjada, algo que lembraria uma lava suave em forma de ondas de luz. Ele me atendeu e ajudou, e alguns dias depois tudo desemperrou e em um mês estava resolvida a questão toda.

O que me deixou intrigada foram algumas coisas: a forma, e a sensação. Primeiro, não era um espírito — definitivamente não. Segundo, ele era virtualmente igual ao Espírito Santo ou PV que eu já tinha visto, e era capaz de por si “decidir” se seria pro bem maior auxiliar, tornar-se disponível ou não, na diferença apenas de parecer um aspecto filtrado, um “segmento”. Terceiro, ele emitia uma sensação, isto é, uma força ou presença característicos deste Orixá (Xangô, caso você tenha se distraído).

Depois disso lógico que eu fui estudar um pouco.

Teve uma época no fim do ano passado que eu comecei a passar umas dificuldades, e como a mãe de santo minha amiga, havia dito que eu era filha de Iemanjá, resolvi tentar me comunicar com a “tal” de Iemanjá que eu já conhecia mas não tinha toda essa intimidade. Pois fique sabendo que nos momentos de necessidade absolutamente tudo que pedi de coração, Iemanjá respondeu… Nem sempre trazendo o que eu queria, mas sempre com a verdade que às vezes é bem desagradável mas me faz entender meu pedido, o motivo daquilo não acontecer, ou o que preciso fazer pra alcançar. Comecei a ter fé nessa manifestação mesmo sem ter total compreensão da diferença entre rezar pra um espírito amigo e pra um Orixá. Também descobri que eles realmente são ou originam ou influenciam forças da nossa natureza da Terra, e realmente Iemanjá tem ligação com as águas, mas ela também é algo mais, é como se ela tocasse tudo que tem a “noção” de águas. A única vez que realmente vi Iemanjá num Reiki foi num momento em que a força dela particularmente era muito necessária, e vi aquela vibração poderosa descer e as águas infinitas tomando tudo, mas de novo, não uma pessoa ou espírito, não um elemental, não um “deus”, mas “algo” que não sei definir – ainda.

Depois que comecei a me afinizar com Iemanjá, também fui percebendo que com ela eu realmente tinha mais facilidade de me comunicar, ela e Oxalá. Com os demais às vezes via essas vibrações em escalas reduzidas, proporcionais ao trabalho que eu estava fazendo, ajudando espontaneamente uma pessoa ou outra. Um toque de Oxum aqui, ou Ogum ali, etc. Uma vez senti literalmente o lugar se encher de uma água cristalina e que eu estava num colo, num acolhimento, cheio de vibração dourada, que é Oxum.

Outra vez me sentei com uma vela lilás para Nanã, pois eu estava um pouco preocupada com um problema, e logo que acendi e fui pedir uma ajuda pra sabedoria de “avó” dela, minha mente simplesmente parou. Eu fiquei com a cabeça vazia e quando voltou a funcionar, em uma ou duas frases resumi tudo e só isso foi de muita ajuda pra mim mesma. Nanã seria a anciã, a senhora da sabedoria e das águas paradas.

Outro contato incrível foi com Oxalá, também num trabalho em que ele desceu, este raio branco, girando, ondulando, e o que mais o distinguiu é que ele era puro amor, um amor que nem sei definir mas que me fez chorar um pouco naquela noite. Oxalá não era Deus, nem Jesus, e nem nada do que já referi que se possa pensar ser um Orixá, embora eu compreenda a conexão com atributos destes pela emanação branco-luminosa carregada de amor.

E claro, o que vi além disso também eram entidades que trabalhavam em nome de Orixás ou secundavam o PV em si, assim como outras energias e elementais ou encantados como queiram chamar relacionados a eles.

Minha amiga pomba-gira Maria Mulambo das Encruzilhadas foi quem por muito tempo me esclareceu algumas coisas, agora ela foi chamada a tarefas “superiores” e está um pouco afastada. Mas lembro dela se referindo a eles sempre como Grandes Pais e Mães, e dizendo que havia entidades, linhas e Orixás que não conhecíamos, Maiores e Menores, e que estes eram forças. E aqui eu faço esse novo parêntese: força sim, mas não qualquer força, forças primordiais, que outras religiões certamente chamaram de outros nomes, e que regem o entre-mundos da matéria e espírito.

Hoje eu fui conduzida pelo astral para estudar a História da Umbanda e acabei ingressando nos estudos da Tenda dos Orixás aqui na minha cidade, onde sempre aprendo muito, e onde também tenho continuado as minhas observações e experiências. Porém, ainda há muito para eu entender e aprender sobre isso.

Paz e Luz a todos!

1 comentário Adicione o seu

  1. Soraia disse:

    Obrigada por compartilhar suas experiências. Foi bastante esclarecedor. Eu também era bastante preconceituosa com a Umbanda, mas tendo em vista o que você disse acima, vou observar melhor essas energia. Desejo muitas bênçãos a você.

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