Minha Experiência com Energia dos Alimentos e Vegetarianismo

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Eu adoro comida, juro. Fui uma dessas crianças gordas que se criou à base de alimentos duvidosos. Minha alimentação só começou a mudar realmente durante minha faculdade de Naturologia Aplicada (Unisul), depois com meus estudos espiritualistas e por fim há 1 ano quando me tornei vegetariana (estou fazendo “aniversário” neste mês de setembro).

O motivo que me levou ao vegetarianismo não teve nada de místico, foi algo bastante natural eu diria. Nos últimos anos já não me “sentava” bem as carnes, especialmente a vermelha, até que eu comecei a pensar: e se eu tivesse de matar um bicho pra comer, eu teria coragem? A resposta era não, eu, Rafa, não teria. Outras pessoas podem ter, inclusive outras pessoas ganham a vida assim ou o fazem por esporte como na pesca. Então se eu não conseguiria, por que raios eu continuava consumindo carne sendo que ela já nem me fazia sentir bem fisicamente? Eu tomei iniciativa e parei, simplesmente parei.

Parêntese: eu já havia tentado parar de comer carne durante a faculdade e em outros momentos e nunca consegui. Mas como disse chegou um tempo, naturalmente, em que as coisas aconteceram. Tanto que nunca senti falta nem vontade mais de comer carne, e vivo muito bem.

O que me levou a escrever sobre isso é que as pessoas me pediam muito pra comentar esse assunto, e eu acho que uma das principais questões delas é se o vegetarianismo ajuda ou não ajuda a pessoa espiritualmente.

A verdade é que em termos de exercício mediúnico eu não notei tanta diferença. Ser vegetariano não te torna um médium mais potente, sinto desapontá-los. Está aí Chico Xavier que não dispensava um bife, e ainda não foi superado em poder de fogo. Em termos morais também sinto desapontá-los, mas Adolf Hitler não fumava, não bebia, e não comia carne, e deu no que deu.

Por outro lado, eu posso afirmar com todas as letras que minha saúde melhorou muito depois que parei de comer carne. Muitas pessoas gostariam que eu estivesse anêmica e caindo de fraqueza, mas eu continuo viva e ainda mais saudável. Eu cheguei a praticar o veganismo por meses e nesse tempo minha saúde atingiu o seu ápice. Hoje eu dou preferência a alimentos e receitas veganas, mas me coloco como vegetariana. E como todos sabem eu sou transgênero (MtF), e portanto antes e ao longo de todo esse tempo tenho aí meus exames médicos costumeiros atestando o que eu digo.

Lembro que eventualmente quando estudava alguém vinha e falava que tinha voltado a comer carne porque precisava se “aterrar”. Eu acho algo questionável. Não sei se eu sou defeituosa, mas não me senti nas “nuvens” por deixar de comer carne. Agora, o que posso também dizer é que minha digestão era terrivelmente pesada e lenta, portanto realmente como um todo meu corpo ficava num estado afim a isso. A alimentação vegetariana me fez sentir fisicamente mais leve e mais disposta, isso por si só já me é um bom ganho, pois me trouxe mais bem-estar.

Mas eu sei, seus danadinhos, que vocês não estão aqui pra ler sobre as mesmas coisas que vocês leem em outros lugares, vocês querem saber das questões de energia! Vou saciá-los, então.

Os alimentos têm energia e isso interfere em nós e é aí que o caldo engrossa mesmo.

Lembro como se fosse ontem quando eu estava na faculdade e fomos visitar esse horto medicinal num lugar que não vou citar, e como eu sou sensitiva, logicamente captei alguma coisa. Mas o que captei me surpreendeu: eu percebi que as plantas estavam “tristes”. De momento achei que eu estava pirando, mas depois eu fui aprendendo que plantas respondem à pessoa que cuidam delas. Nesse caso, embora inteiras e saudáveis, a resposta emocional delas não era boa e isso gerava uma energia afim – e, note-se, esse lugar fabricava fitoterápicos.

Do mesmo modo lembro de uma vez que vi um tomilho feliz. Noutra feita eu mesma tinha plantas em casa e conseguia perceber que cada uma tinha um “jeito”. E se consumimos plantas, não comemos só compostos orgânicos, mas também absorvemos essa energia delas. Isto é, absorvemos a energia dos alimentos.

Se você bebe leite, pegue por exemplo um leite da vaca de uma fazenda em que vive bem-cuidada e o leite industrializado de caixinha. O primeiro leite está impregnado de energia vital, o segundo é um alimento energeticamente “morto”. Se a vaca da fazenda além de tudo for tratada com carinho, o leite estará ainda mais rico energeticamente, pois tudo que fazemos e tratamos com carinho ganha energia e responde com uma energia melhor. Qual dos dois, embora semelhantes em termos nutricionais na tabelinha safada, você acha que vai te fazer sentir melhor?

Esses dias fui dar palestra no Centro Espírita e falava sobre “cuidar do corpo e do espírito”, e com o mentor maroto me inspirando, estava questionando quantas vezes nós comemos sem nem sentir o gosto das coisas? Quantas vezes comemos porque a cabeça quer uma coisa, mas não ouvimos e sentimos o que o corpo quer lá no fundo? Você já fez as duas coisas. Quando você se guia pela cabeça, você tem vontade de comer alguma coisa, nem sabe o quê. Vai lá, se entope e passa mal. Quando você se guia pela sensação que o corpo te traz, o popular desejo, e você dá ouvidos a isso, vai lá e come – na medida do que seu corpo quer, pode ser algo não tão considerado saudável, mas aí você se sente muito bem e ainda diz “ai, coisa bem boa, comi com gosto!”. Estamos comendo com gosto de menos, ouvindo pouco essa sensação que vem de baixo (corpo), e usando muito a vontade ansiosa que vem de cima (cabeça).

Aí entra um paradoxo: se você ouve os desejos do seu corpo, nem sempre ele quer frutas e verduras, às vezes tem algumas dessas coisas que ele nem quer tocar… Mas se você o segue, sua energia melhora. O que apreendo disso é que o saudável é bastante individual e momentâneo, é de cada um para cada um, cada um tem escrito em seu ser as suas melhores “fontes”. Cabe ouvir-se.

Durante muito tempo eu fui viciada em refrigerantes, até que com o tempo de vegetarianismo fui me desapegando. Hoje consumo eventualmente. Quando tomo um refrigerante acho o gosto mais desagradável do que agradável, doce demais. No entanto, minha cabeça sempre gostou; porém quando comecei a ouvir meu corpo percebi que o refrigerante me faz infinitamente mais mal do que uma fritura, mas isso é o meu corpo. Cada um tem a missão de desvendar o seu. E por querer ouvir o meu corpo, parei de tomar e isso só me trouxe ganhos. A sua experiência pode ser outra.

Jesus dizia que o mais importante não é o que entra pela boca, mas o que sai dela. Ele não estava só dando uma moral, ele também estava ensinando sobre esse tema da alimentação. Quanto mais você estiver de bem consigo, numa energia boa, tende a tolerar alimentos ruins – sua energia vai se sobrepor e anular algumas destas energias nocivas. O que sai da sua boca demonstra esse ser interior, quem você é, se você anda no caminho errado, dando o pior de si, tudo lhe fará mal, até as coisas positivas – elas não conseguirão te fazer bem.

Agora, se você me perguntar: mas e aí como vai ser no futuro? A resposta é bastante simples. A humanidade no futuro vai parar de comer carne e de consumir produtos de origem animal.

Eu sou uma sensitiva que pressente o futuro e algumas coisas me permitem saber. Num primeiro momento, que já está acontecendo, cada vez mais pessoas começarão a se tornar vegetarianas. Existirão carnes, mas serão de origem vegetal, condimentadas para mimetizar o gosto da carne normalmente consumida. Num segundo momento mais adiante, a humanidade caminhará para abolir tudo que venha de origem de exploração animal. A soberania da vida estará em primeiro lugar e isso melhorará e muito as coisas, não apenas energeticamente, porque refletirá um outro tipo de atitude.

Se você consome a carne de um animal que foi confinado, sem a menor consideração, maltratado e morto com medo e de forma cruel, essa energia ficará ali. É como a história que contei do leite – se você precisa consumir carne ainda, qual das duas carne lhe fará melhor em energia: essa primeira, ou uma segunda advinda de uma criação onde o animal não está confinado, que tem boa alimentação, que encontra a morte de uma forma menos cruel? Precisamos começar a pensar naquelas casinhas metálicas dos frigoríficos e fazendas, no que existe dentro delas. Não faltam documentários que podem te falar sobre isso.

Para quem simpatiza com o vegetarianismo sugiro se informar sobre o movimento da “segunda-feira sem carne”. Eu garanto que de início parece que não vamos comer nada além de alface, mas o mundo está bem equipado graças a Deus, nós é que estamos há muito tempo mal-informados.

Se você parar para analisar o bicho “homem” como animal, verá que ele não veio de fábrica com grandes caninos como os leões altamente carnívoros, nem com um trato digestivo semelhante ao de animais predadores do gênero. Eu diria que o corpo humano tolera a carne e o que tem origem animal, mas está muito melhor adaptado à dieta vegetariana. É como ser uma coisa total flex onde um combustível terá uma qualidade x, outro y, outro z. Daí você consulte seu manual aí dentro do seu coração e corpo e sinta e preste atenção onde você roda melhor. Talvez existam pessoas que se sintam ótimas comendo carne, muito energizadas e dispostas e com boa digestão – não cabe a mim julgar ninguém, pois cada um é um e eu procuro estar aberta e saber que existem exceções para tudo.

Para finalizar o hábito de abençoar os alimentos é uma grande mão na roda. Isso ajuda a deixá-los melhores, e neutralizar a negatividade que esteja impregnando. E claro, alimentos podem ser amaldiçoados e trazer o mal: um bolo de cenoura da sua inimiga pode te derrubar e você por ignorância (e gula) ir logo comendo a comida linda daquela pessoa de energia peçonhenta e depois não entende o que houve com sua vida que ficou de pernas pro ar. Do mesmo modo muito cuidado quando você for cozinhar, lembre-se que cozinhar é como praticar magia, sua energia irá também pro alimento, do mesmo modo que o alimento que você recebe traz uma energia. (Um “inocente” cafezinho que eu tomei desavisadamente me pôs dois dias de cama até que descobri que tinha sido feito por uma pessoa que me odeia, trabalhei no Reiki pra me limpar da carga e melhorei na mesma hora).

Acho que na verdade falei muito e não trouxe grandes conclusões, acho que com o que contei cada um pode tirar para si suas próprias considerações. O importante, acima de tudo, é sempre buscarmos o nosso bem-estar e a felicidade, e que na soma da positividade o mundo se torne um lugar melhor.

Paz e Luz a todos!

1 comentário Adicione o seu

  1. Soraia disse:

    Quero dizer que esse texto é fantástico. Sou vegetariana há muitos anos e me tornei espírita há pouco tempo para aprender a direcionar melhor minha sensibilidade. Desde então venho seguindo seu trabalho. Devo confessar que ainda preciso fazer um trabalho profundo de educação alimentar e seu texto uniu as três coisas (vegetarianismo, sensibilidade e educação alimentar) de forma equilibrada, honesta, sem misticismos, mas muito verdadeiro. E adorei saber que o futuro será vegetariano, haha. Obrigada pelo lindo texto. Que Deus te abençoe.

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