Como Eu Descobri Que Era Sensitivo

"Olá, sou eu!"
“Olá, sou eu!”

As pessoas me perguntam bastante isso e hoje resolvi contar minha história. Já adianto que eu não era nada paranormal na infância: não produzi fenômenos pirotécnicos e nem atrai um poltergeist pra dentro de casa; não via espíritos (só vultos) e não ouvia vozes (só batidas e passos).

Quando eu era criança nada de especial acontecia, mas fato é que tinha sonhos. Lembro também de uma vez que minha bisavó não estava muito bem e eu “cismei” que ia tirar a coisa ruim dela e tirei, ou pelo menos ela falou que ficou bem (depois que “arrastei” a energia imaginária até um copo com água na cozinha e despachei na pia). Via vultos às vezes que depois não vi mais, e tive sempre uma dificuldade tenebrosa pra dormir. Com o conhecimento que tenho hoje penso que isso era uma reação pras cargas pesadas que tínhamos em casa.

Na adolescência com meus 16 anos eu conheci o Espiritismo. Fui parar na Organização Espiritualista Rosas Brancas no centro de Camaquã/RS. Era uma casa modesta composta na grande maioria de médiuns idosas, e fui muito bem acolhido nela. Ao longo do tempo fui sendo integrado nas atividades… Até que além de participar dos estudos eu fui pra “mesa”, onde comecei fazer desenhos. Eram conscientes, ou semi, mas sempre imagens que eu via na minha mente e ia passando pro papel. Lá também participei dos passes, e na primeira vez que apliquei no público eu senti um calor de chegar a suar. Uma das passagens interessantes e uma das últimas antes de eu ir estudar fora foi uma sessão de passes isolados onde ao encerrarmos desceu um cheiro de flores sobre nós.

Mesmo assim eu não “sentia” coisas.

Porém, quando tinha uns 18 anos e fui fazer Arquitetura & Urbanismo na UFPel, lembro que começou a acontecer algo esquisito. Às vezes falando sobre uma pessoa ou pensando nela, eu via ela na minha mente como se fosse na imagem de uma fita. E essa “fita” tinha uma cor própria, um formato, um movimento… E a partir dessa figura eu tinha sensações que diziam algo sobre a pessoa. Era difícil entender e bem rudimentar.

Aos 20 anos voltei pra passar um ano na minha cidade, abandonando o curso da faculdade. Estava em depressão. Recebi muita ajuda, e nesse período desenvolvi um pouco mais a habilidade de dar passes e desenhar e escrever – o que começou a acontecer (claro, depois que eu tinha melhorado do meu quadro). Nesse meio-tempo mantive um blog nos primórdios da internet que se chamava Garoto Espírita e escrevia sempre sobre esse tema. Também nessa época ingressei nos trabalhos de “Pronto Socorro” que eram sessões de desobsessão.

Então depois fui estudar em Santa Catarina na UNISUL, onde fiquei 4 anos e meio na graduação em Naturologia Aplicada. Aí eu realmente me desliguei de frequentar centros, e de ter contato com a espiritualidade. Mas perto do final do curso comecei a ter sonhos super intensos que normalmente queriam dizer algo… Passei a ter premonições – pressentir coisas que iam acontecer – e estas foram as minhas primeiras sensações mais intensas.

Depois de formado fiquei ainda um tempo em SC. Aí deu-se o “pulo do gato”, e o que eu considero um marco.

Eu fiz o curso de Reiki I, e depois o II. Quando fiz o II passei a treinar fazer Reiki à distância, e ao fazer isso não via ou sentia nada, mas conforme o tempo foi passando eu comecei a captar coisas dos lugares ou pessoas que mentalizava… Foi nessa época que conheci o trabalho da médium Rosa Maria Jaques no YouTube, e notei que ela sentia as coisas e via imagens na cabeça dela que simbolizavam informações. Numa certa noite eu estava com uma pessoa com quem namorei, e sua amiga estava desesperada ao telefone sobre o sumiço de um irmão. Naquele momento vi nitidamente sem querer a imagem de uma camiseta de time de futebol e duas crianças e senti que ele estava bem e que ia voltar. Tive dúvida se falava ou não, mas lembrando da médium, resolvi chutar. Era o time do coração dele, ele tinha 2 filhos, e algum tempo depois ele deu notícias e mais tarde retornou à família. Foi aí que eu finalmente descobri e considero que eu vi que era sensitivo de verdade.

Desde esse acontecimento me dei conta que sempre vi coisas na minha cabeça, só nunca suspeitei que elas pudessem querer dizer algo, que pudessem vir de “fora” de mim. E trabalhando com o Reiki e conversando com as pessoas, só fui confirmando e confiando nisso. Depois veio um período que passei a receber nomes de pessoas falecidas e a tentar contato com elas, também com essa “técnica” de visualizar as coisas (e não de ouvir ou psicografar como as pessoas imaginam normalmente). Eram e são mensagens em códigos e que tem coisas que só a família ou mais tarde podem ser identificadas. Mais um monte de confirmações vieram e fui criando facilidade pra esses contatos. Também estudei um pouco de visão remota científica, o que ajudou a formar um método pra poder trabalhar melhor.

Hoje aos 29 anos considero que desenvolvi essa sensibilidade que vinha na minha família: minhas irmãs, minha mãe, minhas avós e bisavó tinham. Eu sinto coisas e vejo na mente quando trabalho com as pessoas, e no meu dia a dia. Tenho sensações e premonições… E também estou sempre estudando e tentando dar o melhor de mim. Essa é a minha história. Costumo dizer que sou um médium meia-boca, mas dentro do pouco que eu consigo sempre busco ajudar e fazer o bem.

Minha sensitividade faz parte do meu trabalho, do meu tempo livre, da minha vida, de quem sou.

Que a Luz da Vida o abençoe com toda Paz e Alegria!

4 comentários Adicione o seu

  1. Renato salão disse:

    oi adorei eu estou sentindo um chamado tbm é parece que estou louco vem de dentro de mim até arrepio quando falo esta um turbilhão ja passei tbm por religiões e credo até então ñ acreditava ou não tinha certeza só que agora ta muito nítido e estou com medo mais Sinto que é minha missão estou de mails pronta largando tudo que sereia muito pra muitos pra poder seguir essa energia forte e esse som música canto sei lá. espero que não esteje louco. mais vou me vi ai na sua história e sei que tenho que fazer.

  2. Tânia disse:

    Enfim, todos nós temos alguma sensibilidade e na maioria do tempo não entendemos as mensagens…mas creio que um dia chegaremos lá…
    Amei a sua história…me identifico em alguns momentos….e continuo em busca do meu aprendizado, crescimento e desenvolvimento e evolução espiritual.

  3. Patrícia disse:

    Estou me descobrindo, obrigada por compartilhar sua experiência.

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