Quando os Médiuns (ou Sensitivos) se Reúnem…

"Eu sinto a presença do entregador de pizza..."
“Eu sinto a presença do entregador de pizza…”

O assunto que eu quero comentar hoje (eu e os guias aqui) é um que não é muito falado, mas na minha experiência eu comecei a observar que é real e acontece. O que acontece quando um monte de médiuns ou de sensitivos se reúnem?

Bom, começo contando uma experiência na minha aula de especialização. Nós somos uma turma de mais ou menos vinte pessoas, sendo que boa parte destas têm um belo grau de sensitividade. Eu já tinha notado algumas coisas “diferentes” ao longo do curso, mas foi na aula sobre Arteterapia e Envelhecimento que a coisa pegou pra valer… Depois de horas e horas no assunto – um muito mobilizador, rico de lembranças e relatos por parte da maioria – alguma coisa pesou. Não só pesou como se instaurou um certo clima meio cansativo, quase áspero… E lógico, quem é sensitivo sempre paga o pato antes que os outros. Então me dei conta, quando apurei o sexto sentido, que a nossa sala estava tomada da vibração de velhice mal-vivida, dos dramas contados, e além de tudo, de muitas das pessoas “evocadas pelas memórias”.

Agora vamos lembrar as palavras de Jesus? Ele diz assim lá em Mateus18, versículo 20: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Você não acha que tem alguma coisa a ver com o que eu contei?

O grande fato é que seja na aula da pós, seja na igreja, ou no centro espírita, ou na cozinha da sua casa (gente cada coisa do peru acontece por lá)… Médiuns reunidos é como quando você encontra aquela sua comadre e vocês soltam a franga. Existe “algo” que acontece, uma “liga” que se cria, e que favorece certos tipos de fenômenos. Um exemplo disso é a comoção… Quem nunca esteve numa sala de aula onde todo muito foi tomado de repente por um sentimento coletivo de indignação ou consternação, e naquele instante pareceu a coisa mais importante do mundo. Quinze minutos depois estavam todos preocupados durante o intervalo em qual lanche pedir.

O motivo de eu tocar nesse assunto é que muita sensibilidade junta facilita a criação de portais, amplia a captação e a capacidade de evocação. Imagine que sozinho você é mais ou menos como uma antena de rádio. Agora você e sua turma, inspirados, naquela sintonia (boa ou má)… Vocês são um telescópio da NASA.

Sempre que a gente se junta (nós, os camaradas sensitivos), somos capazes de criar um estado em que os espíritos, energias, entidades, podem ser atraídos. Agora que qualidade destes seres, e coisas, vai depender a respeito do quê a gente está falando… “Ah, mas quer dizer então que fora da reunião mediúnica se eu estiver falando da fulana junto com ‘azamiga’…”. É isso mesmo. A entidade da fulana (que está bem viva) vai ser “puxada” até vocês, com toda sua vibração e daqui a pouco vocês estão na energia dela, irritadíssimas, contaminadas logo por quem vocês detestam, e ninguém se dá conta. É por isso que quando todos nós estamos juntos é preciso tomar muito cuidado com o tipo de papo, ou pelo menos com o limite que aquilo vai alcançar – alguém mais atento pode perceber quando está indo longe demais e criando essa abertura no espaço-tempo. É hora de parar, de descontrair, ou de mudar de assunto, pra deixar mais leve.

Nesse ponto você já percebeu que não é tanto questão de intenção?

Se você já teve oportunidade de participar de um grupo mediúnico, ou espiritual, ou profético, enfim, qualquer que seja, com objetivo de ter experiências espirituais, deve ter percebido que certas sessões (muitas delas pra sermos francos), nem sempre se consegue um bom fenômeno. Existe a intenção, o desejo… Então falta o quê?

Lembre-se de você e suas parentas, ou colegas. A coisa acontece quando existe sintonia entre todos. É aquele momento que te dá a sensação de que o papo tá bom, ou que rola uma emoção compartilhada (seja ela alegria ou um ódio entre o grupo), que produz uma vibração coletiva… É assim que acontece uma unidade. Os antigos sacerdotes das nossas civilizações perdidas sabiam muito bem disso, e outros xamãs e chefes espirituais também sabem intuitivamente, tanto que as tribos de índios usam muito o canto pra gerar esse estado alterado.

Voltando ao começo do texto, veja que a turma da pós não tinha intenção de ter contato com o astral ou puxar energias. É uma coisa natural, um mecanismo que tem bem mais a ver com esse sintonizar junto, com esse sentir coletivo, esse mobilizar, do que com só ter “vontade” juntos. A chave está muito mais pro lado do sentimento, da sensação, juntos.

E lógico: como tudo no Universo, se existe potencial pro negativo, existe o mesmo pro positivo. Um grupo em sintonia é capaz de ajudar uma pessoa, que sozinha não teria condições de se ajudar. É quando você sai com o pessoal e de repente você se distrai e começa a se sentir bem, e sua cabeça parece que volta a funcionar… Ou então dos trabalhos terapêuticos em grupo em que as pessoas ficam mobilizadas e “algo” acontece e traz um efeito. Também, como nosso amigo Jesus estava dizendo, quando nos reunimos e conseguimos gerar essa sintonia dentro do campo do sagrado, podemos ancorar as vibrações, as energias de cura, de purificação, as comunicações e presenças de guias bastante elevados e isso é altamente bom e produtivo (principalmente pra iluminar um ambiente ou ajudar alguém).

A gente enquanto sensitivo é capaz de ampliar as energias. E isso contagia.

Outra coisa que eu notei é que certos tipos de pessoas têm um dom natural, uma aptidão dentro do kit de dons do seu espírito (cada um tem os seus, não vá ficar se achando capenga – se você não tem esse, tem outros que essas pessoas não têm), que as faz terem potencial de harmonizar grupos em torno de uma coisa. Eu acho, na minha compreensão, que é um tipo de mediunidade. Basicamente essas criaturas têm facilidade de fazer com o que o grupo se sintonize, e aí em torno do quê vai depender e variar bastante.

Então agora você já sabe por que quando vocês se reúnem e começam a contar aquelas historinhas de terror e fantasma, parece que alguma coisa chega mais perto. Às vezes chega mesmo.

Espero que essas informações lhe sejam úteis, camarada!

Toda a Luz e um abraço cheio de carinho!

3 comentários Adicione o seu

  1. Fernanda disse:

    Amei este texto Rafa, parabens!!!

  2. Leticia disse:

    Seu texto foi muito bom e me fez refletir sobre a noite passada, quando eu, meu marido, minha sogra e dinda dele estávamos reunidos, todas nós fazemos estudo do evangelho em casa espirita, menos o meu marido, mas ele também tem alguma mediunidade, cada um a seu modo…
    Entramos num assunto sobre religiões onde se pode fazer “trabalhos” para interferir negativamente na vida dos outros, e pensamento negativo, no momento que o meu marido ‘desafiou’ afirmando que não acreditava, eu dei um pulo e disse pra ele se cuidar ou algo assim (não consigo lembrar as palavras que saíram da minha boca), a partir daí eu tive uma sensação ruim, tremia como se senti-se frio estando bem agasalhada e minhas mãos suavam, além de um gosto ruim no céu da boca… Até que fiquei sozinha com a minha sogra e dissertamos mais sobre o assunto, eu falando já com voz tremula mas tentando me conter, e ela começou a falar sobre sua forma de pensar, que sabe que nenhum mau a atinge pois sua proteção é mais forte, que nenhum pensamento negativo a alcança pois ela possui o “corpo fechado”. Eu fui refletindo sobre as palavras dela até me acalmar e o grupo voltar a ficar completo com a volta do meu marido e da sua dinda ao comodo que estávamos e todos mudarmos de assunto. Me senti renovada, mas ainda estou buscando maneiras de “fechar o corpo” assim como minha sogra diz ter a certeza que o seu é.
    Enfim , só quis desabafar e agradecer por suas palavras
    O Senhor esteva convosco

    1. Rafael Nova disse:

      Leticia, que experiência hein? Realmente, é só a gente se aprofundar no assunto e parece que acaba puxando. E é muito bom ter essa ideia do corpo fechado, a crença no inabalável, no poder do bem! Obrigado pelo teu relato! Paz e Luz!

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