Revisitando os Evangelhos

Mais antiga referência escrita a Jesus.
Um das mais antigas referências escritas a Jesus.

Estes dias eu estava em casa e antes de levantar oficialmente eu peguei meu pequeno Novo Testamento para ler um pouco. Abri ao acaso e me deparei com a passagem da última ceia. Li até o final o relato do apóstolo João e depois fui lendo a mesma passagem em Mateus, Marcos e Lucas. Aproveitei ainda meu apócrifo “O Evangelho dos Doze Santos” para uma melhor comparação.

É interessante como, apesar da coerência, que em detalhes como a passagem da visita de Maria Madalena ao Sepulcro os quatro tem particularidades (quanto ao número de anjos, a quem apareceram primeiro, onde estavam dispostos, etc.). Em geral, pareceu-me que o escrito apócrifo costurou todas as versões.

Em alguns (exceto no apócrifo) é referido João como o discípulo a quem “Jesus amava“. Na passagem da Santa Ceia, pela relato do Evangelho de João, este se encontrava recostado sobre o seio de Jesus… Conforme o Rabbi diz que um em verdade o haverá de trair, Pedro pede a João para que pergunte a Jesus quem seria – sugerindo que João poderia obter de melhor maneira a resposta. No final do texto, no capítulo 21, versículo 20 em diante, Pedro indaga a jesus sobre o destino de João, sendo que este está novamente recostado ao peito do Mestre.

Poder-se-ia concluir daí a decisão de DaVinci em retratar este apóstolo ao lado de Jesus na Santa Ceia, o único sem barba – pois ao ler, temos a sensação de que se tratava de um apóstolo mais sensível e com uma relação mais carinhosa, incluindo de toque, com o Rabbi. Claro que recentemente ganhou espaço a versão introduzida na popularidade via Brown e seu Código DaVinci de que a figura em questão é justamente Maria Madalena.

De qualquer forma DaVinci em sua sensibilidade acessou algum destes conhecimentos e pôde retratá-lo de maneira bastante interessante, quer estivesse intencionando personificar o doce João ou a apóstola Madalena. De fato, embora pouco se leia sobre ela nos Evangelhos em termos de participação, no pouco que se apresenta percebemos que de fato foi uma seguidora constante e participativa. Nos Doze Santos ela possui bem mais espaço e existe um apócrifo atribuído a ela (O Evangelho de Maria).

Pra quem deseja uma noção, “O Evangelho dos Doze Santos” é um suposto texto produzido pelos Doze Apóstolos no idioma aramaico. O original teria ficado protegido num mosteiro oriental e redescoberto por um estudioso da língua, que o teria traduzido para um idioma mais atual. Pessoalmente, creio que ele tem uma mistura com conhecimentos da Gnose. Detalhes interessantes dão conta de que além dos Doze Apóstolos um número X de outros seguidores existiam, ou sejam, uma espécie de agrupamentos especializados. Além disso são narrados vários outros feitos de Jesus, bem como fica evidente o respeito de Jesus pelos animais e seu desejo de que fossem bem-tratados.

Em Mateus, partindo para um tema mais atual, em determinado ponto, Jesus fala a respeito da época onde ocorreriam grandes tribulações. Ele fala de maneira interessante, mas o mais profundo talvez seja que assim como as pessoas até o dia da inundação da Terra festejavam, casavam, tinha filhos, enfim seguiam sua rotina despreocupadas, foram surpreendidas pela veracidade daquilo que Noé havia avisado. O Mestre comenta que se dará assim com a geração que enfrentar os tempos de tribulações e de transformação do planeta Terra.

Retomando os Evangelhos que li, é também notável o fato de que Jesus após ressucitado aparecia no sentido literal em vários lugares distantes. Ademais, em locais fechados, está explícito para os evangelistas que não adentrava pela porta, mas surgia em meio a todos, quase como uma aparição materializada. Ainda, os discípulos ao verem Jesus frequentemente não o reconheciam, como se tivesse algo em seus olhos que não o reconhecessem mais, no entando, após Ele fazer algumas coisas ou pela sua vontade, eles então o viam. Maria Madalena nos textos é a que parece reconhecê-lo mais depressa.

Concluindo estas reflexões, relembro Jesus falando sobre pedir as coisas em nome Dele. Diz Rabbi que assim como Ele é um com o Pai, deseja que nós, humanos encarnados na Terra, sejamos um com Ele e então com Deus.

A leitura que fiz foi bastante pequena, mas angariei coisas muito valiosas. Acho que infelizmente muitas pessoas lêem a Bíblia com preconceitos ou com um quê de fanatismo, parece que isso faz com que tudo fique muito na esfera do pensamento. No entando, a entrega emocional, especialmente nos Evangelhos, parece trazer uma compreensão melhor do que a compreensão racional, pois o sentimento também é uma maneira de aprender – assim como o pensamento. Busque você também esta inspiração!

Espero que estas palavras sobre Jesus possam de alguma forma lhe trazer Paz no dia de hoje!

1 comentário Adicione o seu

  1. Samuca disse:

    Olá, gostei muito de seus artigos, gostaria de te convidar para partipar de uma rede de troca de conteúdo, para mais detalhes me adiciona no msn co_herdeiro@hotmail.com ou me manda um email ok. Abraços. Samuel

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