Um Triste Desabafo

Normalmente quando me sento para escrever pro “Ponto Zero”, costumo deixar a mente tranqüila e receptiva para idéias inspiradoras e mesmo para a aproximação de algum ser interessado em transmitir uma mensagem relevante. Hoje, porém, este post é uma exceção, e é motivado por mim, escrito do que vem do fundo da minha alma.

Há poucas horas, tomei conhecimento de um grave acidente que teve como cenário Santa Catarina – Estado onde atualmente moro a fim de estudar. Sempre me impressionou que, a meu ver, a quantidade de acidentes de trânsito pareça superior ao Rio Grande do Sul ( tomadas as devidas proporções entre os dois Estados).

Desta vez assisti pela tv, e pelas notícias da internet, reportagens tratando de um acidente no extremo oeste. Pelo que parece aconteceu um, depois outro, e nisto muitas pessoas desencarnaram, incluindo equipes de socorro e da imprensa. Agora há pouco mesmo, enquanto edito o post, mais um se desenrolou na região da capital, outro “choque”.

Ao ver a dor que se estampa no rosto de quem está envolvido neste acontecimento, fiquei consternado. Meus olhos se encheram de lágrimas e perguntei a mim mesmo: “Deus, até quando o homem vai precisar disso?”. Porque, embora a morte seja inevitável aos seres encarnados – o momento de deixar o corpo físico -, não é obrigatória que se suceda de maneiras tão violentas quanto as que temos assistido em números massivos nos últimos tempos.

A morte natural, aquela em que se poderia classificar segundo a medicina por “causas naturais”, não é em nada parecida à violência, ao choque, à dor que nos fornece a idéia dos acidentes e agressões.

Estamos em uma época onde, mais do que nunca, os mecanismos de ação e reação têm agido de maneira muito rápida. Em todos as minhas consultas a cartas, leituras e outros, tenho visto sempre o aviso da necessidade de se ter prudência e cautela.

Embora muitas pessoas neguem, incluindo aí médiuns / sensitivos de renome, e também a própria ciência, estes são tempos chegados. Estamos nos aproximando de um ponto, e quanto mais próximos nos tornamos dele, tão mais rápido parece passar o tempo e os acontecimentos, e assim também tão mais rápido está se tornando a colheita de tudo que temos plantado como indivíduos e como uma coletividade (como um povo).

O destino vem de encontro a nós a galope. Por favor, se você está lendo este texo, eu peço do fundo do meu coração:

“Tenha cuidado, por favor! Cuide de você como se fosse seu melhor amigo. Tenha cautela, não se apresse, não faça nada que possa prejudicar a você, nem a outra pessoa. Tenha respeito pelo ser humano e pelos sentimentos seus e dos outros. Não engane, não minta, não aja como se não pudesse esperar. Não faça pro outro e nem pro mundo, o que você não gostaria de ter de engolir.”

Aos que foram, não apenas hoje, mas àqueles que têm tido como partida estes acontecimentos desastrosos e tristes, eu peço a Deus que lhes dê muita luz e conforto. Para os que aqui permanecem, coragem de fazer o bem – porque fazer o mal, tanto para si, quanto para o outro, é muito fácil e exige pouco, basta ignorância (de não saber, de querer não saber, e também no sentido de violência).

Embora todos tenhamos nossa hora, e o mistério dela se esconde nos segredos da alma, sei que Deus estará a velar por nós. O que podemos fazer, e o que podemos levar, será sempre o nosso coração.

Talvez, em alguns anos, exista um tempo tão sufocante que nos pedirá escolhamos ficar ou partir sem anda. E sabemos que apenas o coração será capaz de fornecer as respostas.

No vazio em que se encontra o mundo, atormentado pela falta de sentido da vida das pessoas, pela extremação do aproveitar o agora e não pensar no amanhã, pela ausência esmagadora de valorização e vivência da espiritualidade (e reforço que não é religião, e sim espiritualidade), vejo poucas mãos unidas em oração, nesta grande noite escura da alma planetária.

Fica aqui este desabafo… E o desejo de Paz, nos corações da humanidade. O desejo de que nasça a compaixão e a compreensão entre os seres. O desejo de uma Nova Terra sim, mas principalmente que as pessoas consigam perceber como estamos num momento que exige nossa atenção.

Com tantos avisos sendo dados, por que ninguém vê?

O que mais será preciso para que ouçam?

O que mais será preciso para que vejam?

O que mais?

E você, o que está pensando?

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